Dale CoringãoPróximos jogos
Abrir menu
Futebol Masculino

Corinthians mira 21 milhões de euros para liberar André ao Forest

Clube define exigências financeiras e tenta manter volante para a disputa da reta final da Libertadores.

Volante André em treinamento no CT Joaquim Grava
André, do Corinthians, comemora gol contra o Grêmio, pelo Brasileirão Imagem: EDU ANDRADE/FATOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Corinthians estabelece valor de mercado por André

O Corinthians definiu as cifras que considera necessárias para autorizar a saída do volante André rumo ao Nottingham Forest, da Inglaterra. Em meio à busca por equilíbrio financeiro, a diretoria alvinegra estabeleceu como meta o recebimento de até 21 milhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 126,35 milhões na cotação atual. A estratégia do clube visa garantir uma compensação justa por um de seus principais ativos, enquanto monitora de perto as movimentações do mercado europeu nesta janela de transferências.

A composição do negócio, conforme apuração do UOL Esporte, divide-se em 15 milhões de euros (R$ 90,25 milhões) de valor fixo, acrescidos de duas fatias variáveis de 3 milhões de euros cada. O primeiro bônus de performance está atrelado ao cumprimento de metas do atleta no futebol brasileiro até o encerramento do ano, enquanto o segundo está condicionado a objetivos esportivos que o jogador deverá atingir durante sua primeira temporada no futebol inglês.

A busca por proteção e cláusula de mais-valia

Além da montagem financeira direta, a cúpula do Parque São Jorge busca assegurar ganhos futuros em uma eventual negociação subsequente. O Corinthians deseja inserir no contrato uma cláusula de mais-valia que garanta ao clube o direito a 20% do lucro obtido pelo Nottingham Forest em uma venda futura de André, caso o valor exceda o montante pago nesta transação inicial.

Essa preocupação reflete a necessidade da gestão alvinegra em maximizar as receitas em um momento de desafios orçamentários. A diretoria entende que, apesar de ser uma venda importante para o fluxo de caixa do clube, é indispensável resguardar o interesse corinthiano em caso de valorização exponencial do volante no cenário internacional, transformando a transação em um ativo de longo prazo.

O entrave do prazo de permanência

Um dos pontos mais sensíveis da negociação, além dos valores, é o período em que o jogador deixaria o Brasil. O Corinthians trabalha nos bastidores com o objetivo de convencer os representantes ingleses a permitir a permanência de André no elenco corinthiano até o início de 2027. A manutenção do volante é considerada vital pela comissão técnica para a disputa decisiva da Libertadores.

Internamente, a diretoria reconhece a pressão financeira que justifica a venda, mas tenta negociar o cronograma para que o impacto esportivo não comprometa as pretensões do clube na principal competição continental da temporada.

Próximos passos e expectativa de formalização

O cenário atual é de espera. As tratativas iniciadas no início da semana apresentaram cifras iniciais abaixo das expectativas do Corinthians — com ofertas fixas de 13,5 milhões de euros, somadas a variáveis de menor alcance —, o que levou o clube a endurecer as exigências. Representantes do atleta seguem em contato com a diretoria corinthiana, que aguarda a chegada de uma proposta oficial formalizada pelo clube inglês.

A expectativa da cúpula alvinegra é que os documentos sejam encaminhados pelo Nottingham Forest até esta sexta-feira, dia 28 de agosto. Até lá, as condições seguem sob discussão interna, com o Corinthians mantendo firme a posição de que a venda é uma necessidade estratégica, mas que deve atender aos parâmetros fixados para proteger a saúde financeira e as ambições esportivas do clube.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a participar.