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Futebol Feminino

Fuga de talentos: o desafio da base feminina do Corinthians frente ao modelo americano

Volante do Sub-20, Júlia Faria analisa o assédio do futebol universitário dos EUA e a busca pelo sonho profissional no Parque São Jorge.

Júlia Faria, volante das Brabinhas, em treino pelo Corinthians.
Meu Timão

Base feminina do Corinthians enfrenta onda de transferências para os EUA

A base feminina do Corinthians atravessa um momento de transformação e desafio constante no mercado da bola. Entre julho e agosto, o clube viu cinco atletas deixarem suas categorias de formação para buscar oportunidades no futebol universitário dos Estados Unidos, atraídas por bolsas de estudo integrais oferecidas por instituições americanas. O fenômeno, que tem esvaziado elencos de base sem que o clube receba qualquer compensação financeira, acende um alerta sobre a concorrência global pelo talento alvinegro.

O cenário de saídas afetou tanto o Sub-20 quanto o Sub-17. Em julho, a meio-campista Manu Olivan e a zagueira Brunna Meer, do Sub-20, deixaram o Parque São Jorge, seguidas pela atacante Mariela Baiak, do Sub-17. Já no mês de agosto, a zagueira Lari Horn, do Sub-20, e a meio-campista Natália Pereira, do Sub-17, encerraram seus vínculos com o clube para seguir o caminho acadêmico e esportivo no exterior.

Estudos e esporte: o modelo que atrai as atletas

Júlia Faria, volante do Sub-20 alvinegro, analisou o movimento e apontou que o grande atrativo do futebol universitário estadunidense é a conciliação entre a carreira esportiva e a formação acadêmica. Segundo a jogadora, a decisão de seguir para o exterior é uma escolha individual, mas que reflete a busca por um suporte educacional que o mercado brasileiro ainda não oferece da mesma forma.

“Eu acho que é uma coisa muito diferente do que a gente tem aqui e do que tem lá. Então eu acho que vai de cada menina, do que a menina procura. Lá a gente consegue ter uma conexão maior com os estudos. Então acaba sendo esse o maior diferencial, assim. Acho que é isso que faz a gente mudar de ideia”, afirmou Júlia Faria em entrevista concedida ao portal Meu Timão.

O sonho profissional no Parque São Jorge

Apesar da atratividade do modelo americano e das sucessivas perdas no elenco, Júlia Faria reafirmou seu compromisso com o projeto do Timão. A atleta, que já participou de treinamentos com a equipe principal, destacou a importância de observar jogadoras como Jhonson e Duda Mineira, que fizeram o caminho completo da base ao profissional, como inspiração para o seu próprio desenvolvimento dentro do clube.

“Ano passado treinei mais, a gente subia mais vezes. Esse ano a gente tem um contato também, a gente sabe como é lá. E a gente conhece bastante as meninas, como a Jhonson, a Duda Mineira, que foram da base também com a gente e jogamos juntas. Então é muito legal ver como elas conseguiram chegar lá e ter isso como um sonho para a gente também”, ressaltou a volante.

Próximos passos e desafios na reta final da temporada

Focada na continuidade da temporada, Júlia Faria e o restante da equipe Sub-20 do Corinthians já possuem metas claras para os próximos meses. O compromisso imediato é a reta final do Campeonato Paulista da categoria, onde as Brabinhas enfrentarão o Red Bull Bragantino pelas quartas de final. A partida de ida está marcada para o dia 17 de outubro, no Estádio Benito Agnelo Castellano, e o jogo de volta ocorrerá em 24 de outubro, na Fazendinha.

Após o estadual, o calendário alvinegro segue com a disputa da quarta edição da Copinha Feminina, prevista para ocorrer entre novembro e dezembro. O Corinthians foi sorteado no Grupo B, onde terá pela frente o Red Bull Bragantino, o Atlético Mineiro e o Ação, do Mato Grosso, em busca de consolidar o trabalho de base em meio ao assédio do mercado externo.

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