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Basquete

Crise no basquete: elenco do Corinthians atrasa salários e avalia boicote

Jogadores estão há três meses sem receber direitos de imagem e ameaçam não entrar em quadra contra o Pinheiros pelo Campeonato Paulista.

Jogadores do basquete do Corinthians em quadra.
Oe elenco do basquete está há três meses com direitos de imagem atrasadosBeto Miller / Ag.Corinthians

Cenário crítico às vésperas de decisão

O basquete do Corinthians atravessa uma crise financeira sem precedentes nesta temporada. Atletas do elenco principal acumulam três meses de atraso no pagamento dos direitos de imagem, referentes ao início do ciclo 2026/27. A gravidade da situação chegou a um ponto limite, com os jogadores cogitando seriamente a possibilidade de não entrar em quadra para o confronto desta quinta-feira, contra o Pinheiros, válido pelas quartas de final do Campeonato Paulista.

O embate, agendado para as 20h, no Ginásio Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes, está sob forte tensão. A menos de 24 horas do início da partida, o elenco debate internamente se participará do duelo, transformando um momento esportivo decisivo em um cenário de indefinição administrativa por falta de compromissos financeiros cumpridos pela diretoria.

Instabilidade estrutural e atrasos recorrentes

A crise atual não se restringe apenas ao atraso nos salários, mas reflete uma instabilidade crônica no departamento de basquete. Informações confirmadas indicam que parte dos jogadores iniciou a temporada sem contratos vigentes, resultando em um gargalo nas renovações contratuais. Além disso, a conclusão de contratações foi impactada pela insegurança generalizada sobre a continuidade do projeto alvinegro no basquete, o que gerou lentidão no planejamento esportivo.

O desânimo entre os atletas se soma a um histórico recente de cortes no clube. Em janeiro de 2026, a equipe de basquete feminino foi descontinuada sob a justificativa de corte de gastos, apesar do vice-campeonato paulista conquistado na época. Esse precedente deixa os atletas do elenco masculino em estado de alerta permanente quanto à viabilidade da modalidade no Parque São Jorge.

O reflexo da crise em todo o clube

O problema de caixa não é exclusividade do basquete. O futebol alvinegro também enfrenta dificuldades severas: o elenco masculino convive com atrasos nos direitos de imagem, sendo que uma parcela referente a julho ainda permanece pendente, após a quitação tardia da verba de junho, efetuada somente em 24 de agosto.

No futebol feminino, a situação também é delicada. Além de atrasos nos vencimentos, as Brabas acumulam pendências relativas a três premiações por desempenho em campo: o título da Libertadores de 2025 e os vice-campeonatos da Copa das Campeãs e da Supercopa do Brasil de 2026, gerando cobranças diretas à gestão de Osmar Stabile.

Próximos passos e negociações em andamento

Diante do risco iminente de boicote ao jogo contra o Pinheiros, o departamento de basquete mantém canais de negociação abertos com a diretoria do Corinthians. O objetivo central das conversas é sanar as pendências imediatas e garantir o mínimo de segurança financeira para que o elenco possa seguir a disputa da fase eliminatória do Campeonato Paulista.

Até o momento, não houve um acordo oficial que resolvesse o passivo acumulado. A diretoria, pressionada por múltiplas frentes esportivas, tenta contornar o impasse para evitar uma crise de imagem ainda maior, já que a participação da equipe no torneio estadual depende diretamente da pacificação entre os jogadores e a alta cúpula do clube.

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