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Futebol Feminino

A volta por cima: Thaís Regina supera lesão grave e assume a braçadeira

Após perder o início de 2026 com fratura na fíbula e sete pinos no tornozelo, zagueira ganha confiança de Emily Lima e projeta Libertadores.

Zagueira Thaís Regina durante treino do Corinthians Feminino
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Superação e liderança: a volta de Thaís Regina

A zagueira Thaís Regina, peça fundamental no sistema defensivo do Corinthians, vive um momento de retomada após um início de temporada 2026 severamente prejudicado por uma lesão grave. Após sofrer uma fratura na fíbula esquerda ainda na pré-temporada, a atleta passou por cirurgia que exigiu a colocação de placa e sete pinos no tornozelo, além de intervenção na sindesmose, ficando afastada dos gramados durante todo o primeiro semestre.

O retorno da defensora não apenas fortaleceu o elenco corinthiano, mas também trouxe uma nova dinâmica de liderança. Agora, consolidada sob o comando da técnica Emily Lima, Thaís assumiu o posto de capitã, destacando-se pela postura positiva e pelo apoio constante às companheiras, mesmo durante o difícil período de reabilitação física.

O desafio da recuperação física e mental

A frustração de Thaís foi intensificada pelo empenho pessoal prévio. A jogadora havia abdicado de férias e de momentos com a família para treinar em dois períodos, visando estar no auge para a disputa do Mundial. Ao relembrar o processo de recuperação, a atleta ressaltou a importância da mudança de mentalidade imediata após o procedimento cirúrgico.

Com o auxílio de fisioterapeutas particulares e da equipe do clube, Thaís superou as expectativas de prazo. A dedicação foi tão intensa que a própria zagueira relata que, hoje, a região do tornozelo não apresenta as dificuldades que se esperariam de uma lesão de tal gravidade, permitindo que ela retornasse aos gramados com total confiança.

Conquista da confiança de Emily Lima

O retorno aos jogos oficiais ocorreu apenas em julho, na goleada por 4 a 0 contra o Vitória. O impacto de Thaís no grupo foi imediato, levando a técnica Emily Lima a conferir-lhe a braçadeira de capitã. A escolha surpreendeu a própria jogadora, dado o vasto currículo de outras atletas presentes no elenco, como Zanotti e Lelê.

Para Thaís, a decisão da treinadora é reflexo direto de sua postura no vestiário durante a ausência forçada. Ao não demonstrar insatisfação por estar no banco e manter-se ativa como incentivadora das companheiras, ela provou ter o perfil de liderança que a comissão técnica buscava, consolidando-se como um pilar emocional do time.

Pensamento em vencer: o foco na Libertadores

A trajetória da zagueira em 2026 é um espelho da resiliência que o elenco alvinegro busca aplicar nesta reta final de temporada. Após vivenciar as frustrações de vice-campeonatos e eliminações precoces no primeiro semestre, a equipe vira a chave para a disputa da Libertadores, competição na qual o Corinthians defende o hexacampeonato.

Thaís enfatiza que, no elenco alvinegro, a Libertadores é tratada como um campeonato à parte, exigindo uma postura de "pé na porta". Com o foco total na vitória, o grupo se prepara para o próximo desafio crucial em solo equatoriano, mantendo a serenidade para lidar com os obstáculos que a competição continental impõe.

Próximos passos rumo à taça

O futuro imediato do Corinthians na Libertadores está definido: a equipe entra em campo neste sábado, às 21h (de Brasília), para enfrentar o Independiente del Valle, do Equador, em duelo válido pelas quartas de final. A partida é decisiva para as ambições do clube na busca por mais um título internacional.

Embora um possível confronto contra o Palmeiras na semifinal já seja discutido nos bastidores e pela torcida, Thaís reforça que o elenco alvinegro mantém os pés no chão. A estratégia adotada é o famoso "jogo após jogo", tratando cada etapa com a devida importância e considerando as variáveis específicas, como a altitude, que o torneio apresenta.

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