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Corinthians Feminino

Atraso no pagamento das Brabas: Cris Gambaré cobra solução e respeito

Ex-gestora da modalidade lamenta crise financeira no elenco feminino do Corinthians e pede valorização do projeto que é referência no país.

Jogadoras do Corinthians Feminino em campo durante partida das Brabas
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Cris Gambaré lamenta crise financeira e cobra respeito às Brabas

A gestão do futebol feminino no Corinthians voltou a ser alvo de preocupação pública. Cris Gambaré, atual coordenadora técnica das Seleções Brasileiras e peça fundamental na consolidação da modalidade no clube entre 2016 e 2024, manifestou sua insatisfação com a crise financeira que assola as Brabas. A ex-diretora lamentou que um projeto consolidado e vitorioso esteja ocupando as manchetes por questões negativas relacionadas a pagamentos, ressaltando que a situação afeta a imagem de um trabalho que é referência no país.

Em participação no programa Bola da Vez, da ESPN, Gambaré destacou que o problema vai além do aspecto financeiro, atingindo a própria credibilidade da modalidade. Para ela, é necessário que os clubes revejam como tratam o futebol feminino, garantindo que o sucesso esportivo seja acompanhado de uma estrutura administrativa condizente com a história conquistada pela equipe alvinegra.

O histórico dos atrasos e a pressão do elenco

O impasse financeiro gira em torno de um mês de direitos de imagem atrasado, especificamente o mês de julho, cujo pagamento deveria ter sido realizado no dia 15 de agosto. A promessa de regularização feita pela diretoria, na figura do presidente Osmar Stabile, não foi cumprida, o que gerou um clima de instabilidade interna.

A situação escalou em agosto, quando as atletas buscaram o Parque São Jorge para cobrar pessoalmente o presidente. Na ocasião, o mandatário chegou a assinar um documento comprometendo-se a quitar os débitos em dez dias, prazo que também expirou sem a devida compensação financeira. Gambaré, ao comentar a manifestação das jogadoras, demonstrou compreensão pela postura do grupo, afirmando que as atletas possuem razão em suas reivindicações e que a condução do caso poderia ter sido mais eficiente.

A visão da ex-gestora sobre o modelo de gestão

Embora admita ter cogitado uma intervenção ou contato para auxiliar na resolução da crise, Gambaré optou por manter distância, priorizando o respeito ao seu cargo atual na CBF. A coordenadora reconheceu que o endividamento é um cenário recorrente no futebol nacional, mas defendeu que o Corinthians possuía totais condições de remanejar recursos ou trilhar um caminho de gestão que evitasse tal exposição negativa.

A ex-dirigente, que viu a modalidade crescer sob sua tutela desde a parceria com o Audax até a independência do clube, enfatizou que o projeto das Brabas é um dos ativos mais positivos do Corinthians. Para ela, negligenciar os pagamentos coloca em risco o futuro e a sustentabilidade de uma das equipes mais vitoriosas da história recente do futebol brasileiro.

Foco na semifinal e novos prazos

Apesar da tensão extracampo, as Brabas mantêm o foco na disputa decisiva do Brasileirão Feminino. O clube estabeleceu um novo prazo interno para a regularização dos débitos: a próxima terça-feira, dia 15 de setembro, justamente a data do confronto de ida da semifinal contra o Bahia, às 21h30, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

A resolução dessa pendência antes do primeiro duelo eliminatório é vista como fundamental para que a equipe entre em campo com o foco voltado exclusivamente ao futebol. O confronto de volta, que definirá quem avança para a final do campeonato nacional, está confirmado para o dia 21 de setembro, às 21h30, na Neo Química Arena.

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