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Ex-jogadores

Urnas fecham para ídolos: nomes ligados ao Corinthians não se elegem em 2026

Marcelinho Carioca, Dinei e Finazzi tentaram cadeiras no Legislativo, mas não obtiveram sucesso nas eleições realizadas neste domingo.

Foto de arquivo com ídolos do Corinthians que disputaram as eleições
Finazzi defendeu o Corinthians entre 2007 e 2008Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

O veredito das urnas nas Eleições 2026

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, realizado neste domingo, confirmou um cenário de insucesso para ídolos e ex-jogadores que já defenderam o Sport Club Corinthians Paulista. Entre os diversos nomes ligados ao clube que buscaram cadeiras no Legislativo, nenhum conseguiu se eleger, evidenciando que a popularidade conquistada nos gramados não se traduz automaticamente em capital eleitoral nas urnas brasileiras.

Com mais de 20 mil candidaturas registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em todo o país, a disputa por cargos de deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da República foi acirrada. Para os personagens alvinegros, o encerramento da contagem de votos marcou o fim, por ora, de suas ambições de transição para a carreira parlamentar.

Marcelinho Carioca e o desafio no Distrito Federal

O nome de maior peso entre os candidatos ligados ao Timão foi o ex-meia Marcelinho Carioca, de 54 anos. Candidato a deputado distrital pelo Republicanos no Distrito Federal, o maior campeão da história do clube — com 433 partidas, 206 gols e dez títulos — não logrou êxito em sua sétima tentativa eleitoral. O ídolo recebeu 2.494 votos, o equivalente a 0,15% dos votos válidos, permanecendo apenas como suplente na Câmara Legislativa do DF.

A trajetória política de Marcelinho, que inclui passagens por diferentes partidos desde 2010, teve seu ápice nas urnas em sua primeira candidatura a deputado federal por São Paulo, quando obteve 62.399 votos. Desde então, o jogador, homenageado com um busto no Parque São Jorge em 2022, tem enfrentado dificuldades para consolidar uma base parlamentar, apesar de seu histórico irretocável dentro das quatro linhas.

Dinei e Finazzi: trajetórias nas urnas

Outro ídolo da Fiel, Dinei, de 56 anos, também não obteve sucesso em sua nova incursão política. Concorrendo a deputado estadual por São Paulo pelo Avante, sob o nome de urna “Dinei da Fiel Coletivo Raízes”, o ex-atacante somou 6.337 votos. Identificado com o clube desde a base e com passagens recentes pela gestão das categorias de base entre 2024 e 2025, o ex-jogador viu seu desempenho eleitoral ficar aquém das vagas disponíveis na Assembleia Legislativa.

A lista de candidatos ligados ao Corinthians se completa com o ex-centroavante Finazzi, de 53 anos. Em sua estreia nas urnas, o ex-jogador, que até pouco tempo comandava o Sub-17 do Timão, buscou uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo pelo MDB. Contudo, sua candidatura recebeu 1.069 votos, insuficiente para representar o estado no Legislativo federal. Finazzi deixou o cargo de técnico nas categorias de base alvinegras pouco antes do pleito para assumir o Sertãozinho.

Impacto e perspectivas futuras

O resultado das eleições reforça a complexidade do sistema político e a distância entre o prestígio esportivo e o processo de votação popular para cargos legislativos. Para a torcida corinthiana, o evento ilustra a dificuldade de transição de figuras esportivas para o serviço público, demonstrando que a idolatria conquistada com conquistas como o Mundial de Clubes ou títulos brasileiros não garante a viabilidade de uma campanha partidária.

Sem cargos eletivos conquistados, esses personagens seguem agora suas trajetórias profissionais fora da esfera parlamentar. Enquanto não há novos passos confirmados na política para os ex-atletas, o foco dos mesmos permanece voltado a projetos pessoais e profissionais distintos da atuação como representantes legislativos.

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