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Base do Corinthians

Crias do Terrão no Zenit: como estão os talentos formados no Timão

Acompanhamos o desempenho e a situação contratual dos jovens que deixaram o Parque São Jorge rumo à Rússia.

Jogadores formados na base do Corinthians em ação pelo Zenit
Meu Timão

Legado do Terrão em solo russo

A relação comercial entre Corinthians e Zenit, da Rússia, transformou São Petersburgo em um destino recorrente para talentos revelados nas categorias de base do Timão. Atualmente, cinco jogadores formados no Parque São Jorge possuem contrato ativo com a equipe russa. O monitoramento desses atletas é de interesse direto da torcida e da administração alvinegra, visto que o desempenho desses jogadores pode gerar dividendos via mecanismo de solidariedade ou futuras negociações, embora a complexidade sobre a detenção dos direitos econômicos tenha se tornado um tema central no clube.

A lista de jogadores vinculados ao Zenit inclui o zagueiro Robert Renan, o volante Du Queiroz, o lateral-direito Gustavo Mantuan e os atacantes Pedro e Felipe Augusto. Cada um atravessa um estágio distinto na carreira, variando entre a consolidação no time titular, a adaptação tática em solo europeu ou a busca por mais minutos em campo sob o comando do técnico Sergey Semak.

Mantuan e Pedro: destaques na Premier League Russa

Gustavo Mantuan é, entre os nomes da lista, o que possui trajetória mais sólida. Após ter sua polivalência explorada, ele se reinventou como lateral-direito e ala, tornando-se peça indispensável no esquema de Semak. Com 142 partidas disputadas pelo Zenit, o jogador soma 18 gols e 13 assistências. Atualmente, o Corinthians não detém mais qualquer percentual sobre seus direitos econômicos, tendo cedido a totalidade em negociações anteriores que envolveram a vinda de Yuri Alberto.

Já o jovem Pedro, vendido no início de 2024 por 9 milhões de euros, consolidou-se como uma das principais promessas da equipe. Atuando pela ponta esquerda, ele lidera o ranking de assistências da equipe na temporada, com quatro passes para gol no campeonato nacional. Eleito o melhor brasileiro Sub-19 fora das cinco principais ligas europeias em 2025, o atleta despertou interesse do Al-Ittihad, da Arábia Saudita. No entanto, o Corinthians não deve lucrar com uma eventual transferência, uma vez que a gestão anterior alienou sigilosamente os 30% que o clube ainda detinha do jogador.

Felipe Augusto e o processo de adaptação

Diferente de seus colegas, o atacante Felipe Augusto ainda enfrenta um período de integração ao elenco russo, para onde se transferiu em junho de 2026. Com passagens anteriores pelo futebol belga e turco, o jogador busca conquistar espaço entre os titulares, tarefa que tem sido dificultada pela concorrência com o atacante Aleksandr Sobolev. Até o momento, o atacante participou de 13 jogos e marcou um gol, atuando majoritariamente como uma opção vinda do banco de reservas.

Para o Corinthians, a movimentação envolvendo Felipe Augusto ainda gera ganhos residuais. Por ter formado o atleta entre os 13 e 19 anos, o clube tem direito a 2,5% de suas operações futuras através do mecanismo de solidariedade da FIFA. Na transação que o levou à Rússia, o Timão obteve 375 mil euros (cerca de R$ 2,2 milhões), valor que exemplifica a importância da base como ativo financeiro, mesmo após a saída definitiva do jogador do Parque São Jorge.

Cenário dos direitos econômicos

A situação contratual desses cinco atletas escancara um desafio administrativo para o Corinthians: a dificuldade em manter controle sobre os direitos de seus formados. Enquanto Mantuan e Pedro já tiveram seus vínculos com o clube encerrados ou alienados por gestões passadas, o monitoramento de nomes como Robert Renan e Du Queiroz — que também possuem contrato com o Zenit — torna-se essencial para a diretoria alvinegra.

Os próximos passos envolvem o acompanhamento dos departamentos de inteligência do clube sobre o desempenho de cada um. A meta é garantir que, em futuras transações internacionais, o Corinthians esteja atento aos prazos e obrigações do mecanismo de solidariedade, minimizando perdas financeiras como as observadas na venda sigilosa dos direitos econômicos do atacante Pedro.

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