O gol de Breno Bidon contra o Rosario Central encerrou um jejum que durava desde 29 de agosto de 2018. Por quase oito anos, o Corinthians não havia balançado a rede em partidas de mata-mata da Libertadores.
A marca anterior era de Jadson na vitória por 2 a 1 sobre o Colo-Colo. Apesar do triunfo, o Corinthians foi eliminado pelo critério de gol fora porque havia perdido por 1 a 0 no Chile.
Desta vez, o gol teve consequência positiva. Bidon desviou a falta de Memphis e confirmou a vitória por 1 a 0, suficiente para avançar depois do empate sem gols na Argentina.
Cinco partidas sem marcar
Entre os gols, o Corinthians passou em branco em cinco jogos eliminatórios. A lista inclui os confrontos com Boca Juniors e Flamengo em 2022 e a ida contra o Rosario em 2026.
Contra o Boca, dois empates por 0 a 0 levaram a decisão aos pênaltis, e o Corinthians avançou. Contra o Flamengo, duas derrotas sem marcar encerraram a campanha nas quartas.
A sequência mostrava dificuldade para produzir em jogos de maior pressão. Encerrar o jejum não apaga essas campanhas, mas devolve ao clube uma referência ofensiva positiva.
Bola parada abriu o caminho
O lance decisivo aconteceu aos 35 minutos do segundo tempo. Memphis havia entrado pouco antes e cobrou na primeira trave. Bidon antecipou o marcador e desviou de bico.
O Corinthians jogava com dez desde a expulsão de Raniele. Criar em bola rolando ficou mais difícil, e a falta lateral tornou-se a melhor oportunidade. Execução precisa decidiu.
A jogada reforça valor do treinamento de bola parada. Em eliminatórias equilibradas, detalhes desse tipo podem compensar baixo volume e mudar um confronto inteiro.
Novo teste contra o Estudiantes
O Estudiantes será o adversário nas quartas. O Corinthians precisará marcar também fora de casa para evitar dependência de outra noite apertada em Itaquera.
O fim do jejum oferece confiança, não garantia. A equipe deve ampliar criação e chegar com mais jogadores à área, sem abrir mão da segurança que sustentou a classificação.
Para Bidon, o gol entra na história recente. Para o clube, o objetivo é transformar um momento isolado em campanha capaz de aproximar a torcida do segundo título continental.
Análise do Dale Coringão
O jejum dizia menos sobre falta de tradição e mais sobre campanhas curtas e produção ofensiva insuficiente. Bidon rompeu a sequência no momento certo. O Corinthians agora precisa evitar que o gol vire exceção. Contra o Estudiantes, criar com maior regularidade será tão importante quanto manter a força defensiva.


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