O fim da invencibilidade histórica
A Neo Química Arena, palco de glórias incontáveis para o futebol feminino do Corinthians, presenciou sua primeira derrota na história na última partida. O revés por 2 a 1 para o São Paulo, válido pelo confronto de ida da final do Brasileirão Feminino, interrompeu uma marca impressionante que durava desde a inauguração do estádio para a modalidade. Até então, as Brabas ostentavam um retrospecto de 32 jogos, acumulando 30 vitórias e dois empates em seus domínios.
O resultado é um marco negativo para o projeto corinthiano, que não perdia um jogo de ida em uma final de Campeonato Brasileiro desde 2017, quando foi superado pelo Santos. O cenário atual impõe um desafio inédito para a equipe nesta década, forçando o elenco a buscar a superação em território adversário para manter o sonho do título nacional vivo.
A trajetória de Isa no rival
A responsável direta pela quebra da invencibilidade alvinegra foi a atacante Isa, camisa 11 do São Paulo. Aos 22 anos, a atleta é uma das figuras centrais do elenco tricolor, acumulando nove anos de casa desde que chegou ao clube em 2017, ainda nas categorias de base, fruto de uma parceria com o Centro Olímpico. Durante sua formação, participou de conquistas importantes, como o Campeonato Paulista Sub-17 (2017, 2018 e 2019) e a Copa Nike (2019).
Promovida ao profissional em 2021, aos 17 anos, Isa consolidou seu espaço rapidamente e hoje detém a marca de terceira atleta que mais vestiu a camisa do São Paulo, com 132 partidas disputadas, ficando atrás apenas de Carlinha e Maressa. Sua ascensão é confirmada pela regularidade técnica, sendo a vice-artilheira da equipe na atual temporada, com seis gols anotados, tendo balançado as redes contra os três principais rivais do clube paulista em 2026.
O impacto para o Corinthians
Para o Corinthians, a derrota vai além da perda da invencibilidade na Neo Química Arena. O clube, que disputa sua décima final consecutiva de Brasileirão Feminino, viu sua segurança defensiva ser vazada no momento mais crítico do campeonato. A instabilidade gerada pelo gol de Isa no segundo tempo desestabilizou o que parecia ser uma vantagem estratégica das Brabas jogando em casa, especialmente considerando que o histórico recente de finais do Brasileiro vinha sendo dominado pelo Timão, com títulos conquistados inclusive sobre o próprio rival em 2024.
A importância desta atualização reside na mudança de paradigma para o jogo de volta. O Corinthians agora deixa de ser o time que apenas administra vantagens e assume o papel de caçador, precisando vencer o confronto no Morumbis para forçar a decisão ou reverter o placar agregado. A pressão psicológica é um fator novo, uma vez que as Brabas não perdiam um jogo de final desde 2017, com exceção da edição de 2019, decidida nos pênaltis.
Caminhos para a decisão
Com o resultado adverso, o São Paulo possui a vantagem do empate para conquistar seu primeiro título do Brasileirão Feminino. O Corinthians, por outro lado, precisará retomar sua identidade de jogo para superar o adversário fora de casa. A partida de volta está confirmada para o próximo sábado, às 16h30, no estádio do Morumbis.
A expectativa de público para o embate final é alta, com mais de 20 mil ingressos já comercializados para o confronto que definirá o campeão nacional de 2026. As comandadas corinthianas buscam agora o ajuste tático necessário para reverter a desvantagem e seguir com a hegemonia no futebol feminino, apoiando-se na resiliência histórica do projeto alvinegro diante de momentos adversos.


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