Dale CoringãoPróximos jogos
Abrir menu
História

Walter Casagrande Jr. celebra 116 anos do Corinthians com relato pessoal

Ídolo relembrou sua trajetória desde a infância no Parque São Jorge até o auge na Democracia Corinthiana em homenagem ao aniversário do clube.

Walter Casagrande Jr. com a camisa do Corinthians em foto de arquivo.
Virei titular no Corinthians em 1982 Imagem: Arquivo pessoal

Uma vida moldada pelo Timão

O Sport Club Corinthians Paulista celebra 116 anos de uma história centenária e, nesta data especial, recebeu uma homenagem carregada de emoção de um de seus maiores ídolos. Walter Casagrande Jr., ex-atacante alvinegro, utilizou sua coluna no UOL Esporte nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, para expressar seu agradecimento ao clube que define como o pilar central de sua formação pessoal e profissional.

Para Casagrande, a conexão com o Timão não é apenas esportiva, mas umbilical. O ex-jogador relembrou que seu laço com a instituição começou precocemente, aos cinco anos de idade, ao testemunhar a euforia de seu pai e tios com a quebra do tabu contra o Santos, em 1968. A paixão foi selada em 1970, durante um confronto no Parque São Jorge, onde teve seu primeiro contato real com a mística corintiana ao lado de ídolos como Ado e Rivellino.

A trajetória no Terrão e a consagração na Democracia

A história de Casagrande nas entranhas do clube começou oficialmente em 1975, quando, aos 11 anos, aventurou-se sozinho rumo ao histórico Terrão. A aprovação na peneira do Dente de Leite iniciou uma trajetória de dedicação que culminaria, anos mais tarde, na estreia meteórica pelo profissional em 1982, quando anotou quatro gols em sua primeira partida oficial.

O ídolo ressaltou que ter passado por todas as categorias de base durante o período de jejum de títulos do clube foi fundamental para sua resiliência. Esse aprendizado foi levado a campo durante o auge da Democracia Corinthiana, em 1982, ano em que o atleta não só se sagrou campeão paulista, como atingiu a marca expressiva de 28 gols no torneio estadual e 39 no ano, tornando-se um dos pilares de um dos movimentos mais significativos da história do esporte brasileiro.

Memórias, luto e identidade alvinegra

Mais do que as glórias esportivas, a relação entre Casagrande e o Corinthians transcende as quatro linhas. O Parque São Jorge foi, para o ex-jogador, o ambiente de desenvolvimento durante sua transição para a vida adulta. Ele relembrou, com profunda sensibilidade, episódios marcantes de sua juventude, incluindo momentos de convívio social no clube e o apoio psicológico que encontrou no estádio em períodos de luto familiar, especificamente após a perda de sua irmã em 1979.

Para o ídolo, ser corintiano é, fundamentalmente, saber conviver com a esperança e a superação. Ao celebrar os 116 anos da instituição, Casagrande reforça que o clube o acolheu como um verdadeiro filho, moldando sua personalidade e ensinando a importância de correr atrás de objetivos, uma lição que carrega até os dias atuais.

A importância do legado e próximos passos

A mensagem de Casagrande ganha um peso especial no contexto atual do clube. Em um momento de celebração do 116º aniversário, o relato de um ídolo formado nas categorias de base reafirma a importância da identidade corintiana para a torcida e para os jovens que ainda buscam seu espaço no futebol. O depoimento serve como um resgate histórico sobre o papel social e afetivo que o Corinthians exerce na vida de seus integrantes.

Quanto ao futuro, o clube segue mantendo seu cronograma de atividades festivas e institucionais. Enquanto a história é celebrada por ex-jogadores, a gestão do clube mantém o foco nos desafios financeiros e estruturais que cercam o ano de 2026, com o prosseguimento das pautas políticas e a sequência das competições masculinas e femininas que mobilizam a Fiel ao longo desta temporada histórica.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a participar.