Raniele foi expulso aos 13 minutos do segundo tempo contra o Rosario Central após atingir o joelho de Enzo Copetti com a sola. O árbitro Alexis Herrera deixou o jogo seguir, mas mudou a decisão depois de revisar o lance no monitor a pedido do VAR.
O Corinthians ainda venceu por 1 a 0, com gol de Bidon, e avançou. A classificação não elimina a consequência: o volante cumprirá suspensão automática no primeiro jogo das quartas contra o Estudiantes.
Foi a segunda expulsão de Raniele em mata-mata pelo clube. A repetição preocupa porque as duas ocorreram por entradas fortes, inicialmente punidas de forma mais branda e elevadas a vermelho após vídeo.
Antecedente contra o Grêmio
Em 2024, Raniele recebeu vermelho no jogo de ida das oitavas da Copa do Brasil contra o Grêmio. A entrada sobre Villasanti aconteceu no início do segundo tempo. Marcelo de Lima Henrique mostrou amarelo antes da revisão.
O volante pediu desculpas publicamente e afirmou que o movimento não fazia parte de seu estilo. Era a primeira expulsão de sua carreira profissional. A suspensão o tirou da volta no Couto Pereira.
Os dois jogos terminaram 0 a 0, e o Corinthians avançou nos pênaltis com destaque de Hugo Souza. Sobreviver naquela ocasião e agora não torna a conduta menos arriscada.
Impacto nas quartas
Diniz terá de montar o meio sem Raniele na Argentina. Allan, Carrillo, André Luiz, Bidon, Charles, Alex Santana e Matheus Pereira aparecem como opções, com características diferentes.
A escolha dependerá de equilíbrio entre marcação e saída. O Estudiantes costuma impor intensidade, e perder um jogador experiente antes da partida já reduz alternativas de banco.
A comissão também precisa trabalhar técnica de abordagem. Disputa firme não exige sola alta. Tempo de entrada e controle corporal são treináveis e podem evitar que agressividade se transforme em prejuízo.
Responsabilidade depois da classificação
Raniele agradeceu aos companheiros pela reação, mas a análise não pode parar na superação. O time gastou energia extra e correu risco de eliminação por uma decisão individual.
A Libertadores pune indisciplina. Contra adversários mais eficientes, jogar tanto tempo com dez pode ser irreversível. O Corinthians deve cobrar mudança sem transformar o atleta em único culpado por todos os problemas.
A melhor resposta virá quando Raniele voltar: competir com intensidade e permanecer disponível. Pedido de desculpas tem valor, mas comportamento repetido exige correção concreta.
Análise do Dale Coringão
A segunda expulsão em contexto tão parecido mostra um padrão que precisa ser enfrentado. Raniele é importante justamente pela força na proteção; quando perde o controle, entrega vantagem ao rival. Diniz deve corrigir gesto técnico e decisão. A classificação não pode servir de anestesia para um problema que já custará o jogo de ida.


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