CBF libera áudios do VAR após polêmicas na Neo Química Arena
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na noite da última quinta-feira, 22 de outubro, os áudios das conversas entre a equipe de arbitragem e o VAR referentes ao empate entre Corinthians e Vitória, disputado na Neo Química Arena, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. A transparência nos bastidores da arbitragem atende a uma demanda por esclarecimentos sobre lances capitais que influenciaram o resultado da partida, a qual terminou com um placar que complica a situação do clube na tabela.
A liberação das gravações permite compreender os critérios utilizados pela equipe liderada por Rodrigo D Alonso Ferreira ao avaliar dois momentos cruciais do segundo tempo. A atualização é de extrema relevância para a torcida e para o elenco corinthiano, visto que a disputa contra o rebaixamento permanece acirrada e cada ponto conquistado — ou perdido — em jogadas controversas possui peso direto na permanência da equipe na elite do futebol nacional.
Bastidores do pênalti validado em André Luiz
O lance mais debatido ocorreu aos 16 minutos do segundo tempo, quando o volante André Luiz foi derrubado dentro da área adversária. Inicialmente, o árbitro de campo, Savio Pereira Sampaio, interpretou a jogada como simulação, chegando a aplicar cartão amarelo ao jogador corinthiano. Em diálogo captado pelo VAR, Sampaio justificou sua visão inicial: 'Para mim, o jogador está com o pé fixo e aí ele se projeta antes (do contato)'.
A cabine de vídeo, entretanto, teve uma leitura distinta. Após verificar que não houve impedimento na origem da jogada, o VAR orientou o árbitro a revisar a imagem no monitor. Rodrigo D Alonso Ferreira corrigiu a interpretação, afirmando que não houve simulação: 'Ele não se projeta, ele tem o toque'. A correção foi acatada por Sampaio, que marcou o pênalti e anulou o cartão amarelo anteriormente aplicado a André Luiz, corrigindo um erro de interpretação em tempo real.
A análise sobre o toque de mão de Brítez
Já nos minutos finais, aos 44 do segundo tempo, o Corinthians voltou a reclamar de uma penalidade. Em um cruzamento de Matheus Bidu, a bola tocou no braço do defensor Brítez. O áudio do VAR revela que a equipe de arbitragem estava ciente da infração técnica, com a cabine observando que 'o braço está desvencilhado'. No entanto, o protocolo exigiu a verificação de um possível impedimento de Bidu na construção do lance.
Após minuciosa checagem, a cabine confirmou que o lateral corinthiano estava em posição irregular. Consequentemente, a irregularidade na origem da jogada prevaleceu sobre a análise do toque de mão. Com a marcação do impedimento confirmada, a possibilidade de penalidade foi descartada pela arbitragem, encerrando as chances de uma revisão focada exclusivamente na mão do defensor adversário.
Contestações pendentes e foco no Vasco
Além dos lances analisados pela CBF, o Corinthians manifestou insatisfação pública através de suas redes sociais por um terceiro episódio: um suposto puxão na camisa de Gui Negão pelo lateral Jamerson no último lance do confronto. É importante notar que, embora o clube tenha questionado a decisão, a CBF não disponibilizou o áudio do VAR referente a este lance específico, mantendo o caso sem uma justificativa oficial detalhada pela entidade até o momento.
O empate diante do Vitória deixou o Timão na 16ª posição do Campeonato Brasileiro, com 33 pontos, apenas um ponto acima do Internacional, o primeiro time na zona de rebaixamento. Com a necessidade urgente de recuperação na tabela, o elenco alvinegro concentra agora todas as suas atenções para o próximo desafio. A equipe volta a campo neste sábado, às 18h30, para enfrentar o Vasco da Gama em São Januário, em partida fundamental para o futuro do clube na temporada.


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