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Bastidores

Corinthians marca presença em audiência do STF sobre futuro das bets

Diretoria alvinegra busca segurança jurídica para contrato com a Esportes da Sorte diante da medida provisória que suspendeu apostas.

Representantes do Corinthians em frente ao STF em Brasília.
Meu Timão

Comitiva alvinegra no STF

O Corinthians enviará representantes de sua alta gestão a Brasília nesta terça-feira para participar de uma audiência pública de extrema importância no Supremo Tribunal Federal (STF). O compromisso, agendado para as 10h, ocorre na sala de sessões da Segunda Turma e tem como pauta central as discussões sobre a Medida Provisória das bets, normativa que impacta diretamente o setor de apostas no Brasil.

Para representar os interesses do clube, o Corinthians escalou Vinicius Manfredi, superintendente de marketing, e Pedro Soares, diretor jurídico. Há, ainda, uma possibilidade de que o presidente Osmar Stabile integre a comitiva corinthiana. A informação, inicialmente divulgada pela rádio Itatiaia, foi confirmada pelo portal Meu Timão.

O impasse contratual com a Esportes da Sorte

A movimentação do Corinthians em Brasília é motivada pela situação do contrato de patrocínio máster com a Esportes da Sorte. Desde o dia 25 de setembro, data em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória que impõe restrições severas ao funcionamento de casas de apostas, o vínculo entre o clube e a empresa permanece sob status de suspensão.

Diferente da interpretação defendida pela patrocinadora, o Corinthians sustenta categoricamente que o acordo não foi encerrado, tratando-o apenas como um contrato suspenso. Nesse sentido, a diretoria alvinegra solicitou formalmente que a casa de apostas aguarde os desdobramentos desta audiência no STF antes de qualquer movimento definitivo ou declaração sobre o fim da parceria.

Divergências sobre rescisão sem multas

O cerne do conflito reside na possibilidade de rescisão contratual sem a aplicação de multas. A Esportes da Sorte argumenta que as novas regras federais, ao proibirem a operação e a divulgação de seus serviços, criaram uma justificativa legal para o rompimento imediato do contrato sem qualquer penalidade financeira.

Em contrapartida, a cúpula do Corinthians discorda dessa leitura e avalia que o cenário regulatório atual, por si só, não representa uma autorização automática para a rescisão nos moldes propostos pela empresa. O clube busca, através de sua presença na esfera judicial, garantir que a segurança jurídica prevaleça e que não haja prejuízos financeiros caso o distrato se torne inevitável.

Debate nacional e próximos passos

A audiência pública foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, que questiona a constitucionalidade da MP e solicita a suspensão de seus efeitos em território nacional. O debate deve abordar não apenas as consequências econômicas para o ecossistema do futebol, mas também a validade dos contratos estabelecidos antes da norma entrar em vigor.

O encontro contará com uma ampla participação, incluindo representantes de outros clubes, empresas do setor de apostas, empresários e integrantes dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública. Enquanto a disputa segue no STF, o Congresso Nacional possui um prazo estendido até 25 de janeiro de 2027 para analisar, votar e decidir se a Medida Provisória será convertida em lei definitiva. Caso a norma seja confirmada pelo legislativo, o vínculo entre Corinthians e Esportes da Sorte será rescindido oficialmente, desta vez sem a aplicação de multas para nenhuma das partes.

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