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Futebol Masculino

Bastidores: tratamento de Memphis gera insatisfação no elenco

Análise aponta divergências internas no vestiário do Corinthians devido às regalias concedidas ao atacante holandês em momento de crise.

Jogador Memphis Depay treinando no CT do Corinthians
Imagem: Arte/UOL

Clima tenso no Parque São Jorge

O Corinthians atravessa um momento crítico na temporada, enfrentando uma sequência de quatro derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro. Em meio à turbulência esportiva, o ambiente interno do clube ganhou contornos de desgaste. De acordo com o colunista Walter Casagrande, em publicação recente no UOL Esporte, o elenco corinthiano apresenta uma "rachadura" acentuada pelo tratamento diferenciado concedido ao atacante holandês Memphis Depay.

A análise aponta que, embora o desempenho ruim no Brasileirão não possa ser atribuído a um único fator, o descontentamento no vestiário com a disparidade de regalias criou um ambiente de desunião. O questionamento não se refere à qualidade técnica do atleta, mas ao impacto que a percepção de privilégios gera no cotidiano do grupo de jogadores.

Desigualdade de cobranças

O cerne do desconforto reside na flexibilidade concedida a Memphis. Enquanto os demais jogadores do plantel são submetidos a um rigoroso cronograma de jogos e cobranças, com a obrigatoriedade de atuar mesmo em condições físicas adversas sob pena de questionamentos sobre comprometimento, o atacante holandês goza de autonomia para gerir suas participações. Essa assimetria no tratamento tem gerado atritos perceptíveis no dia a dia.

Casagrande destaca que a situação cria um contraste incômodo. Enquanto atletas como Garro, por exemplo, são alvo de críticas da torcida e cobranças diretas por desempenho, Memphis é preservado. Para o colunista, essa diferença de tratamento fragiliza a coesão necessária para que o grupo supere a fase negativa no campeonato nacional.

Pressão sobre Fernando Diniz

A postura da diretoria e do técnico Fernando Diniz também foi colocada em xeque. O treinador tem sofrido pressão interna devido ao seu apoio irrestrito à renovação de Memphis por mais duas temporadas, uma decisão tomada antes mesmo de um convívio profissional prolongado. O colunista comparou o cenário atual com passagens anteriores de Diniz, sugerindo que o treinador tende a blindar jogadores específicos, o que historicamente gera tensões em seus trabalhos.

Essa dinâmica, segundo a avaliação de Casagrande, exacerba a divisão no vestiário, pois o grupo percebe que não há um padrão de exigência aplicado a todos os membros do elenco da mesma forma.

O desafio da Libertadores

Em meio aos ruídos de bastidores, o Corinthians precisa virar a chave com urgência. O foco do clube está voltado para o confronto decisivo contra o Estudiantes, que acontece nesta quarta-feira (9), na Argentina, valendo uma vaga na semifinal da Copa Libertadores.

A expectativa da comissão técnica é de que o elenco consiga isolar os problemas internos e a crise de imagem gerada pelas notícias sobre o vestiário, mantendo o foco total na partida de La Plata. A classificação na competição continental é vista como essencial para atenuar a pressão sobre o trabalho do treinador e os questionamentos que cercam o elenco neste momento da temporada.

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