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Categoria de Base

Sub-17: Guilherme Nascimento exalta força mental e Fiel após vaga na final

Técnico do Timãozinho celebrou a resiliência do elenco e a pressão exercida pela torcida na classificação dramática contra o Bragantino.

Técnico Guilherme Nascimento orientando atletas do Corinthians Sub-17 na Fazendinha.
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Resiliência e DNA corinthiano no Brasileirão Sub-17

O Corinthians carimbou sua vaga na final do Campeonato Brasileiro Sub-17 de forma dramática no último sábado. Após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar contra o Red Bull Bragantino, na Fazendinha, o confronto foi decidido nas penalidades. Sob pressão, a equipe alvinegra demonstrou frieza e venceu por 4 a 3, assegurando o passaporte para a decisão da competição nacional, onde enfrentará o Cruzeiro.

Em entrevista concedida à Corinthians TV, o técnico Guilherme Nascimento analisou a complexidade do duelo. O treinador destacou que, apesar da dificuldade inerente a uma semifinal de alto nível, o elenco soube controlar as ações e criar volume ofensivo. Para o comandante, o resultado positivo não foi apenas um reflexo tático, mas a materialização do DNA corinthiano, evidenciado pela capacidade de virar um cenário desfavorável durante a disputa por pênaltis.

O papel fundamental da Fiel nas arquibancadas

Um dos pontos centrais destacados pelo técnico Guilherme Nascimento após o apito final foi o impacto direto do apoio da torcida na Fazendinha. O comandante alvinegro foi enfático ao descrever como o barulho vindo das arquibancadas serviu como uma ferramenta tática para desestabilizar o adversário em momentos cruciais do jogo.

"Quando a torcida do Corinthians canta, oprime o adversário. O eco é muito grande e todos sentem isso. Pedi para que a Fiel cantasse ainda mais, justamente para nos ajudar quando o time demonstrava fragilidade, e o resultado final foi fruto direto dessa força vinda das arquibancadas", pontuou Nascimento. Segundo o treinador, embora apenas uma pequena parcela da torcida estivesse presente, ela representou com perfeição a essência de identificação que define a relação entre a equipe de base e o torcedor alvinegro.

Identificação e união do grupo

Além da análise tática e da importância da torcida, o técnico valorizou o aspecto humano do elenco. Nascimento reforçou que a força do time Sub-17 reside no tempo de convivência entre os atletas. Segundo o treinador, trata-se de um grupo que joga junto há bastante tempo e que, mesmo com a chegada pontual de reforços que somaram ao plantel, mantém uma conexão real com a camisa do clube.

Essa coesão é vista pela comissão técnica como o diferencial competitivo para que a equipe chegasse à final. O técnico ressaltou que, para esses jovens atletas, a vaga na decisão representa um prêmio simbólico pela dedicação ao projeto de base do clube e pela manutenção da competitividade em alto nível ao longo da temporada.

Próximos passos e desafios no calendário

A classificação para a final do Brasileiro coloca o Corinthians em evidência no cenário nacional, embora a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não tenha oficializado as datas e os horários dos confrontos decisivos contra o Cruzeiro. Enquanto aguarda o desdobramento da decisão do título, o Timãozinho precisa virar a chave rapidamente para compromissos regionais.

Já nesta terça-feira, a equipe volta a campo na Fazendinha, às 15h, para enfrentar o São José pelo jogo de volta das oitavas de final do Campeonato Paulista Sub-17. Após um revés por 2 a 1 na primeira partida, o elenco corinthiano entra em campo com a obrigação de reverter o placar para seguir vivo na competição estadual, mantendo o foco total na maratona de decisões que compõem a reta final do ano para as categorias de base do Timão.

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