Hugo Souza relacionou a classificação na Libertadores ao aprendizado deixado pela Copa do Brasil. Atual campeão, o Corinthians caiu diante do Internacional após perder por 2 a 0 em Porto Alegre e vencer a volta por 2 a 1. A reação não bastou para recuperar a diferença.
Depois de superar o Rosario Central por 1 a 0, o goleiro afirmou que o elenco levou aquela frustração para a preparação. O time soube defender quando ficou com dez e escolheu melhor os momentos para atacar.
A partida foi tensa e de poucos riscos. O gol saiu em bola parada, com Memphis cobrando e Bidon desviando. Para Hugo, a equipe neutralizou as melhores ações argentinas e evitou repetir erros que custaram a outra competição.
Defender também fez parte do plano
A expulsão de Raniele alterou o jogo. O Corinthians compactou linhas e contou com participação dos atacantes na marcação. Hugo não precisou realizar uma sequência de defesas espetaculares porque o coletivo reduziu espaços.
O Rosario teve uma grande oportunidade com Copetti, que finalizou para fora depois de escapar. O lance mostrou que a margem era pequena. Uma falha poderia levar a decisão aos pênaltis ou eliminar o time.
A maturidade citada pelo goleiro está em reconhecer quando o jogo pede controle. Isso não significa desistir de atacar. Mesmo com dez, o Corinthians buscou a falta que originou o gol e encontrou solução sem se expor continuamente.
Sonho de repetir 2012
Hugo afirmou que conquistar a Libertadores é o maior objetivo do elenco e também um sonho compartilhado com a torcida. O Corinthians busca o segundo título de sua história, depois da campanha invicta de 2012.
O discurso de ambição combina com o peso do clube, mas precisa ser sustentado por desempenho. A equipe ainda terá o Estudiantes nas quartas e, se avançar, enfrentará outro adversário de alto nível na semifinal.
Problemas externos e financeiros não desaparecem durante a competição. O elenco pode manter foco dentro de campo, enquanto dirigentes têm obrigação de resolver as questões institucionais sem transferir pressão indevida aos jogadores.
Estudiantes será o próximo obstáculo
A ida está prevista para a semana de 8 de setembro no Estádio Jorge Luis Hirschi. A volta deverá ocorrer na semana seguinte, em Itaquera. O Corinthians decidirá diante de sua torcida.
O confronto exigirá mais do que entrega. Controle de bola, disciplina e eficiência serão fundamentais. A expulsão contra o Rosario foi superada, mas repetir inferioridade contra um rival mais forte pode ser fatal.
A lição da Copa do Brasil só terá valor completo se gerar correções. Hugo colocou o título como meta; o caminho para alcançá-lo passa por transformar dor anterior em decisões melhores, jogo após jogo.
Análise do Dale Coringão
O discurso de Hugo é coerente com a reação do time, mas o Corinthians precisa evitar romantizar sofrimento. Aprender não é apenas resistir com um a menos; é controlar cartões, preparar alternativas e não permitir que um jogo ruim crie desvantagem difícil de reverter. O sonho continental exige ambição com método.


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