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Futebol Masculino

Estudiantes teme bola parada de Memphis e Garro antes de duelo decisivo

Técnico do clube argentino admite preocupação com a precisão dos cobradores alvinegros para o jogo de ida das quartas da Libertadores.

Memphis Depay durante treinamento do Corinthians com foco na Libertadores.
Memphis e Bidon comemoram vitória contra o Rosario na Libertadores Imagem: Alexandre Schneider/Getty Images

Alerta em La Plata: O perigo da bola parada alvinegra

Às vésperas do confronto de ida pelas quartas de final da Libertadores, o Estudiantes de La Plata identificou o principal trunfo do Corinthians: a bola parada. O técnico Alexander Medina, comandante da equipe argentina, admitiu publicamente que a precisão de Memphis Depay e Rodrigo Garro nas cobranças de falta e escanteios é a maior preocupação de sua comissão técnica para o embate desta terça-feira (9), às 21h30, em solo argentino.

A análise do treinador uruguaio coloca o Timão em evidência como uma equipe capaz de decidir jogos importantes através de lances ensaiados. Para o Corinthians, este reconhecimento externo valida a evolução do setor criativo e a importância estratégica que Memphis e Garro assumiram na dinâmica ofensiva da equipe sob o comando de Fernando Diniz.

Memphis e Garro sob vigilância constante

A preocupação de Medina não surge por acaso. O treinador argentino ressaltou que, mesmo após a derrota por 1 a 0 para o Vélez, o foco total do elenco nos últimos dias de preparação foi o trabalho de ajuste defensivo focado exclusivamente em neutralizar as cobranças do setor alvinegro.

O comandante do Estudiantes destacou que 'o rival tem fortalezas aí, nas cobranças de Depay e de Garro', e enfatizou que sua equipe trabalhou intensamente este fundamento para chegar em condições de igualdade ao duelo na Argentina. Para o Corinthians, a atenção redobrada do adversário pode abrir espaços em outras áreas do campo, já que o foco defensivo do oponente estará concentrado nestes dois nomes específicos.

O histórico que justifica a cautela argentina

A cautela de Medina encontra respaldo direto no desempenho recente do Corinthians na competição continental. Nas oitavas de final, a bola parada foi o fator determinante para a classificação alvinegra contra o Rosário Central. Naquela partida, Memphis cobrou uma falta precisa pela direita, encontrando Breno Bidon — um dos atletas que, inclusive, teve seu desempenho reconhecido recentemente com pré-seleção para a equipe nacional — que se antecipou à marcação para selar a vitória e a vaga do Timão.

Este padrão de eficiência transformou a bola parada do Corinthians em uma arma tática temida por adversários sul-americanos, elevando a expectativa sobre o que Memphis e Garro podem produzir em La Plata para garantir uma vantagem confortável ao time antes do retorno a São Paulo.

Caminho rumo à semifinal

O confronto desta terça-feira em La Plata marca o início de uma disputa de 180 minutos por uma vaga nas semifinais da Libertadores. Enquanto o Corinthians busca contornar a pressão por resultados recentes e usar o brilho individual de seus talentos para avançar, o Estudiantes aposta na correção defensiva de sua estrutura coletiva para sobreviver à pressão alvinegra.

Os próximos passos já estão definidos pelas entidades organizadoras: após o duelo na Argentina, a decisão da vaga ocorre no dia 16 de setembro, também às 21h30, na Neo Química Arena. O Timão, que tenta reencontrar o caminho das vitórias após tropeços no Brasileirão, vê nesta série continental a oportunidade de consolidar o trabalho de Diniz e avançar para o estágio decisivo do torneio.

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