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Bastidores

Polícia Federal esteve no Parque São Jorge para verificação de segurança

Agentes da PF estiveram na sede social do clube nesta quinta-feira (24) para investigar a situação contratual de empresa de segurança privada; entenda o caso.

Fachada do Parque São Jorge, sede do Sport Club Corinthians Paulista.
Parque São Jorge, sede social do Corinthians Imagem: Divulgação/Corinthians

Polícia Federal realiza diligência na sede do Corinthians

A Polícia Federal (PF) compareceu ao Parque São Jorge, sede social do Corinthians, na última quinta-feira, 24 de setembro de 2026. A operação, que movimentou os bastidores do clube, teve como objetivo central verificar a situação contratual e operacional da empresa Mega Assessoria Operacional, investigada pelas autoridades por prestar serviços de segurança privada sem possuir a devida autorização federal.

A presença dos agentes no clube alvinegro faz parte de uma apuração mais ampla, conduzida pela área técnica da Polícia Federal, que é o órgão legalmente responsável por regular e fiscalizar o setor de segurança privada no Brasil. O procedimento busca esclarecer irregularidades na prestação de serviços terceirizados, uma preocupação que se tornou foco da PF após o encaminhamento do caso pelo Ministério Público de São Paulo em julho deste ano.

Contexto da investigação sobre a Mega Assessoria

O cerne da investigação diz respeito ao período entre setembro e outubro de 2025, quando a Mega Assessoria Operacional teria prestado serviços de controle de acesso ao Sport Club Corinthians Paulista. Conforme documentos apurados pelo UOL Esporte, o clube não mantinha contrato formal com a referida empresa, gerando questionamentos sobre a legalidade da contratação.

Além da ausência de documentação contratual, a investigação da Polícia Federal foi instigada por denúncias e relatos de que profissionais ligados à Mega teriam atuado no Parque São Jorge portando armamentos de forma irregular. Enquanto a empresa defende que sua função era estritamente focada em controle de acesso e não em segurança privada, a falta de autorização federal para este tipo de operação colocou a prestadora na mira das autoridades competentes.

Situação atual e constatações no Parque São Jorge

Durante a vistoria realizada na última quinta-feira, os agentes da PF buscaram identificar se a empresa investigada ainda exercia qualquer função dentro das dependências do clube. A diligência foi concluída com a constatação de que a Mega Assessoria Operacional não mantém mais vínculos ou atividades no Parque São Jorge.

Fontes ligadas ao Corinthians confirmaram aos agentes que o serviço de segurança e controle de acesso está sendo executado atualmente por outra prestadora. Segundo o clube, a nova empresa está com sua situação legal plenamente regularizada junto aos órgãos federais, cumprindo as exigências necessárias para operar dentro das instalações corintianas. Com essa verificação, os policiais federais encerraram a ação no local sem registrar novas ocorrências contra a atual administração.

Impacto e próximos passos

Esta atualização é um desdobramento direto da consulta realizada pelo Ministério Público, que identificou a incapacidade legal da Mega Assessoria para o exercício da atividade de segurança. Para o Corinthians, o encerramento da diligência sem autuações contra o clube reforça a tentativa de contornar as críticas sobre a gestão de contratos de prestação de serviços terceirizados.

Embora a equipe de agentes tenha deixado a sede, o caso permanece sob análise técnica da Polícia Federal. O objetivo das autoridades agora é dar continuidade à apuração documental sobre as atividades da empresa investigada durante o período de 2025, visando determinar as responsabilidades legais sobre o tempo em que a companhia atuou sem o crivo federal dentro do clube.

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