Conmebol aplica sanção ao Rosario Central após atos racistas contra o Timão
O Comitê Disciplinar da Conmebol oficializou nesta semana uma punição ao Rosario Central, da Argentina, decorrente de graves ofensas racistas cometidas por sua torcida contra o goleiro Hugo Souza, do Corinthians. O episódio ocorreu no início de agosto, durante a partida de ida das oitavas de final da Libertadores 2026, realizada no estádio Gigante de Arroyito.
O caso, que gerou indignação entre a torcida alvinegra, marcou o confronto decisivo pela competição continental. Durante o duelo, o árbitro da partida chegou a acionar o protocolo antirracismo de maneira parcial, mas optou por não paralisar o jogo, apesar das queixas relatadas pelo arqueiro corinthiano sobre o comportamento discriminatório vindo das arquibancadas locais.
Detalhamento da punição financeira
A sanção imposta pela entidade sul-americana ao clube argentino foi fixada no valor de US$ 100 mil, quantia que equivale a aproximadamente R$ 517 mil na cotação atual. A punição foi baseada no Código Disciplinar da Conmebol, que prevê penalidades severas a associações cujos torcedores atentem contra a dignidade humana por motivos de raça, cor, etnia, origem, entre outros critérios.
Embora o valor represente o montante mínimo estipulado no regulamento para esta infração específica, a decisão reforça o posicionamento oficial da confederação diante da recorrência de casos de racismo em estádios sul-americanos. O Corinthians, que sempre pauta a luta contra a discriminação em sua história, acompanha o desfecho administrativo junto aos órgãos reguladores.
Medidas educativas obrigatórias para os argentinos
Além da multa financeira, a Conmebol estabeleceu sanções com caráter educativo que deverão ser executadas pelo Rosario Central em seu próximo compromisso como mandante em competições organizadas pela entidade. O clube será obrigado a exibir, durante o protocolo inicial de jogo, cartazes com a mensagem 'Respeito é essencial', prática que deverá ser repetida nos telões do estádio a partir do segundo tempo.
O protocolo de punição também exige que o time argentino realize uma campanha de conscientização em suas redes sociais oficiais. A ação deve ser mantida durante os três dias que antecederem o seu próximo confronto, servindo como uma tentativa de inibir novas manifestações de preconceito nas dependências esportivas do clube.
Contexto de penalidades extras no confronto
O episódio de racismo não foi o único ponto que gerou multas para o Rosario Central naquele confronto contra o Corinthians. O clube também foi penalizado financeiramente por outras irregularidades operacionais, incluindo o uso proibido de sinalizadores e fogos de artifício pela torcida, além do lançamento de objetos ao gramado e atrasos no protocolo de início da partida, somando outros milhares de dólares em multas.
O técnico da equipe argentina, Jorge Almirón, também foi alvo de punição individual por parte do Comitê Disciplinar, tendo sido multado em US$ 50 mil (cerca de R$ 258 mil) devido aos problemas de condução do protocolo no estádio Gigante de Arroyito. Os desdobramentos confirmam a vigilância rigorosa da Conmebol sobre o comportamento dos clubes e seus profissionais durante a atual edição da Libertadores.


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