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Futebol Masculino

Mudança de postura de Memphis Depay gera incômodo no vestiário do Timão

Camisa 10 apresenta indiferença nas rotinas do clube e queda de engajamento interno; diretoria e elenco observam o momento delicado do atleta.

Memphis Depay em treinamento no CT Joaquim Grava
Meu Timão

Mudança de postura de Memphis Depay gera incômodo no CT

O dia a dia no CT Joaquim Grava tem sido marcado por uma postura inesperada de Memphis Depay. O camisa 10, que entre 2024 e 2025 consolidou-se como uma das vozes mais ativas, participativas e motivadoras do elenco, adotou um comportamento de silêncio e indiferença. Essa mudança de postura tem gerado um incômodo crescente nos bastidores, afetando diretamente companheiros de equipe, membros da comissão técnica e dirigentes do clube, que estranham o contraste em relação ao histórico recente do jogador.

Segundo apuração do portal *Meu Timão*, o atacante reduziu drasticamente sua proatividade, deixando de realizar cobranças e incentivos em momentos cruciais, como nos pré-jogos, intervalos e, principalmente, após resultados negativos. O ímpeto de orientar o grupo ou até mesmo sugerir melhorias na estrutura do CT, algo frequente em temporadas passadas, diminuiu significativamente, tornando o ambiente mais introspectivo e silencioso.

Pressão e o peso da crise no elenco

O momento vivido pelo holandês é considerado o mais delicado desde a sua chegada ao Parque São Jorge. O ápice dessa crise ocorreu após o atleta isolar um pênalti no último lance do confronto decisivo das quartas de final da Libertadores, na Neo Química Arena, o que culminou na eliminação do Corinthians. Recentemente, após a goleada sofrida no Dérbi, Memphis recebeu a pior avaliação possível na ferramenta Notas da Torcida, refletindo o descontentamento das arquibancadas com seu desempenho técnico.

As causas precisas para esse comportamento seguem sendo um mistério, mas fontes internas apontam possíveis motivações. Entre os fatores levantados estão uma profunda indignação com a instável situação financeira do clube, o peso da pressão por resultados em um cenário de crise e uma suposta falta de suporte por parte da cúpula diretiva. A hipótese de que questões de natureza extracampo estejam interferindo no cotidiano do atleta também não é descartada pelas pessoas que convivem diariamente com ele.

Bastidores de uma renovação conturbada

O cenário ganha contornos de maior complexidade ao revisitar o histórico contratual recente. Após uma negociação turbulenta, o Corinthians chegou a anunciar publicamente que não renovaria o vínculo do jogador, que se encerraria em 31 de julho. No entanto, o presidente Osmar Stabile reverteu a decisão dias depois, concretizando um novo acordo com validade até julho de 2028.

Este novo contrato incluiu ajustes financeiros e a renegociação de uma dívida vultosa com o atacante, estimada em mais de R$ 40 milhões, referente a premiações e bônus individuais acumulados. Apesar do investimento e da permanência garantida, o impacto em campo tem sido baixo, com o jogador somando apenas um gol na atual temporada.

Próximos passos e a luta no Brasileirão

Com a crise institucional e técnica instalada, o Corinthians busca desesperadamente a reabilitação no Campeonato Brasileiro. Atualmente, a equipe ocupa a 16ª posição na tabela, com 32 pontos somados, situação que acende o alerta para a reta final da competição nacional.

Para o próximo compromisso, porém, o técnico não poderá contar com o camisa 10. Memphis Depay está suspenso e não entrará em campo na segunda-feira, às 20h, quando o Timão enfrenta o Vitória na Neo Química Arena. O desfalque obrigatório serve como um momento de respiro para que a comissão técnica avalie os passos futuros e tente contornar o mal-estar que ronda o vestiário alvinegro.

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