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Futebol Feminino

Futebol feminino do Corinthians atinge marca negativa inédita

Após empate com o São Paulo, Brabas acumulam quatro vices consecutivos; foco agora se volta para a Libertadores.

Jogadoras do Corinthians lamentam o vice-campeonato após o apito final.
O Corinthians foi superado por 3 a 2 no placar agregado da final do Brasileirão Feminino de 2026Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

O revés no Morumbi e o vice-campeonato

O Corinthians encerrou a tarde deste sábado sem a taça do Brasileirão Feminino de 2026. Após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida, na Neo Química Arena, a equipe alvinegra empatou em 1 a 1 com o São Paulo no Morumbi. O placar agregado de 3 a 2 garantiu o título ao rival e confirmou o vice-campeonato para as Brabas, marcando um momento de instabilidade em decisões que a Fiel não está acostumada a presenciar.

Este resultado consolida um ciclo de frustrações para a equipe. Esta é a quarta decisão consecutiva em que o Corinthians deixa escapar o título, configurando a maior sequência de insucessos desse tipo desde a reativação do departamento de futebol feminino, em 2016. O cenário atual coloca pressão sobre o elenco, que busca respostas imediatas para retomar a hegemonia que marcou o projeto nos últimos anos.

A trajetória da série negativa

A série de vices que assombra o Parque São Jorge teve início no Campeonato Paulista de 2025, quando o clube foi superado pelo Palmeiras. Na ocasião, o Corinthians sofreu uma goleada por 5 a 1 na Arena Barueri, e apesar da vitória simples por 1 a 0 no jogo de volta, a taça permaneceu com o rival. O trauma daquela decisão parece ter inaugurado um período de instabilidade em mata-matas.

Já em 2026, o ano começou sob expectativa, mas logo trouxe novos desafios. O Corinthians amargou o segundo lugar na Copa das Campeãs da Fifa, perdendo o Mundial para o Arsenal por 3 a 2, em Londres. Poucos dias depois, novamente diante do Palmeiras, as Brabas perderam a Supercopa Feminina na disputa de pênaltis, por 5 a 4, após empate no tempo normal. O acúmulo de resultados negativos no início do ano foi determinante para a demissão do técnico Lucas Piccinato.

Mudança de comando e a busca pela retomada

Sob o comando de Emily Lima, o Corinthians tentou, no Campeonato Brasileiro, encerrar essa marca histórica negativa. A equipe chegou à final com o objetivo de virar a página e reconquistar a confiança, mas o revés diante do São Paulo ampliou a sequência para quatro decisões sem título. O momento de reconstrução da identidade vencedora do elenco tornou-se, agora, a prioridade absoluta da comissão técnica e da diretoria alvinegra.

A última vez que o clube do Parque São Jorge saiu com o troféu em uma decisão foi em 18 de outubro de 2025, na Libertadores Feminina. Naquela final, após empate sem gols contra o Deportivo Cali, as Brabas foram precisas nas penalidades e venceram por 5 a 3. É justamente essa memória positiva que o grupo busca resgatar para enfrentar os desafios que restam na atual temporada.

Próximos passos na Libertadores

A oportunidade de redenção já tem data e local marcados. A equipe alvinegra volta a campo pela Libertadores Feminina de 2026, competição na qual busca o seu sétimo título histórico. A estreia do Timão ocorre no dia 15 de outubro, uma quinta-feira, contra o Colo-Colo, do Chile. O confronto será realizado às 17h, no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador.

A final da competição continental está prevista para ocorrer no dia 31 de outubro, também em solo equatoriano. Para o Corinthians, esta é a chance definitiva de espantar a má fase e encerrar o incômodo jejum de títulos em finais. O foco total da equipe agora se volta para a preparação tática e emocional, visando a conquista que pode reverter o panorama de desconfiança instaurado após a perda do Brasileirão.

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