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Futebol Masculino

Ajustes de Diniz: Corinthians busca nova cara tática após Data Fifa

Fernando Diniz estuda redistribuição do meio-campo e ataque, visando maior protagonismo de Rodrigo Garro e Memphis Depay.

Fernando Diniz orienta jogadores do Corinthians durante treinamento no CT Joaquim Grava.
Imagem: Arte/UOL

Diniz planeja nova engrenagem no Timão

O período de Data Fifa, que movimenta o calendário do futebol brasileiro, tornou-se o cenário ideal para o técnico Fernando Diniz realizar ajustes estruturais no Corinthians. Com a necessidade de melhorar o desempenho da equipe na sequência da temporada, a comissão técnica trabalha para implementar uma nova distribuição tática que privilegie o protagonismo técnico de nomes como Memphis Depay e Rodrigo Garro. A avaliação interna considera o desempenho do time no segundo tempo do duelo contra o Fluminense como o parâmetro principal para essa transição, buscando um sistema mais fluido e eficiente.

Redesenho para Garro e Memphis

A principal mudança desenhada pela comissão técnica envolve uma alteração posicional estratégica para o setor de criação e ataque. A ideia central, detalhada por Fábio Lázaro em análise recente, é retirar Memphis Depay da função de centroavante fixo para que ele atue como um segundo atacante, flutuando logo atrás de uma referência ofensiva. Esse movimento visa aproveitar a capacidade de articulação do jogador em espaços curtos.

Simultaneamente, Rodrigo Garro deve assumir um papel mais recuado, atuando como um segundo volante ou camisa oito. A intenção de Diniz é permitir que o meia participe da construção das jogadas desde o campo de defesa, garantindo que o argentino tenha mais contato com a bola antes de encontrar as linhas de passe para o ataque. A estrutura busca, essencialmente, otimizar o fluxo criativo e evitar que a bola chegue apenas na intermediária final.

A busca por profundidade e o papel da base

Para que o novo modelo tático funcione, Diniz identificou a necessidade de um jogador de referência fixo na frente, capaz de sustentar a marcação e abrir espaços para a movimentação de Memphis e os passes de Garro. Durante o confronto contra o Fluminense, essa função foi exercida por Gui Negão, mas o retorno de Yuri Alberto é aguardado para dar mais robustez ao ataque. Essa estrutura de 'novo velho ataque' já era vista por observadores como uma alternativa que, embora não seja inédita, promete dar mais estabilidade ao time.

Outro ponto central da reestruturação envolve Breno Bidon. O jovem atleta, que vinha sendo utilizado em funções laterais que não condizem com seu estilo de jogo, deve ser deslocado para o miolo do meio-campo. A mudança visa devolver o jogador à sua zona de origem, onde pode atuar de forma mais centralizada, auxiliando tanto na marcação quanto na transição ofensiva, corrigindo uma distorção posicional que vinha prejudicando o aproveitamento de suas características individuais.

Perspectivas e o desafio da consistência

Apesar da expectativa positiva sobre as mudanças, especialistas apontam que a efetividade desse desenho depende de um ajuste fino no balanço defensivo. A experiência do segundo tempo contra o Fluminense, que envolveu a recuada de Raniele para a zaga e um novo arranjo no meio, serve como ensaio para o que Diniz pretende consolidar nas próximas semanas de treinamento intensivo. A equipe corre contra o tempo para alinhar esses conceitos antes dos compromissos cruciais que se aproximam na reta final do Brasileirão.

O sucesso dessa transição tática é visto internamente como um caminho possível para elevar o nível de jogo do Corinthians. Ao alinhar as características individuais de Garro e Memphis com um sistema que prioriza a construção desde trás e a movimentação constante, o clube espera encontrar uma identidade mais sólida sob o comando de Diniz, mitigando a instabilidade observada em períodos anteriores da temporada.

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