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Futebol Masculino

Seedorf inicia era no Corinthians focando na recuperação mental do elenco

Novo treinador amplia protagonismo da psicóloga Anahy Couto no dia a dia do CT Joaquim Grava para reverter momento de crise e pressão.

Técnico Seedorf conversando com jogador no CT do Corinthians
1 de 3 Anahy Couto, psicóloga do Corinthians — Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

Seedorf prioriza recuperação psicológica no CT

A reconstrução do Corinthians sob o comando técnico de Seedorf começou antes das alterações táticas. Em seus três primeiros dias de trabalho no CT Joaquim Grava, o novo treinador identificou a recuperação mental do elenco como a prioridade imediata para enfrentar o momento de crise da equipe, que acumula oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro.

Para liderar esse processo, Seedorf ampliou significativamente o papel da psicóloga Anahy Couto. A profissional foi orientada a traçar o perfil detalhado de cada jogador e do grupo coletivamente, atuando de maneira ativa não apenas em consultório, mas também durante as sessões de treinamento. O objetivo é estreitar laços e estabelecer uma base de confiança mútua entre comissão técnica e atletas.

Integração total do departamento de psicologia

A mudança de metodologia é clara na logística do clube. Antes da chegada de Seedorf, a participação de Anahy Couto em viagens com o elenco era uma exceção, tendo ocorrido apenas na final da Copa do Brasil do ano passado, contra o Vasco. Agora, a psicóloga passa a ser presença constante nas delegações.

A próxima etapa confirmada dessa nova estrutura ocorre no dia 24 de outubro, quando a profissional acompanhará a equipe ao Rio de Janeiro para o duelo decisivo contra o Vasco. Segundo Seedorf, entender o funcionamento mental dos jogadores é etapa fundamental para que a intensidade física e técnica cobrada por ele surta efeito em campo.

Ajustes táticos e cobrança por verticalidade

Paralelamente ao trabalho emocional, Seedorf já iniciou o diagnóstico do que precisa mudar no desempenho em campo. O treinador apontou que o time tem pecado pelo excesso de passes laterais e por uma circulação de bola que não resulta em progressão ofensiva.

Nos primeiros treinamentos sob seu comando, o técnico enfatizou a necessidade de passes em profundidade e uma transição mais incisiva. A ideia é romper as linhas adversárias com maior rapidez, transformando a intensidade mental exigida em objetividade durante os jogos para afastar o risco iminente de rebaixamento.

O discurso de Seedorf para o grupo

Em sua apresentação oficial, Seedorf destacou que, apesar da pressão externa, encontrou um grupo disposto ao trabalho e ciente da gravidade do cenário atual. 'Minha primeira impressão é um grupo que tem vontade, não estão felizes com a situação. Estamos aqui para ajudar a recuperar o talento que eles têm', afirmou o comandante.

O treinador reforçou que o clube não depende apenas de talento, mas de uma unidade que, aliada à intensidade nos treinos, é o caminho para retomar o caminho das vitórias. O desafio, contudo, é equilibrar essa mudança de mentalidade com a falta de tempo disponível nesta reta final de temporada.

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