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Bastidores

Temporada de 2026: eliminações custam caro e R$ 236 milhões escapam do Timão

Saídas precoces no Paulistão, Copa do Brasil e Libertadores impactam diretamente as finanças do Corinthians em um momento de dívidas e transfer bans.

Jogadores do Corinthians em campo com expressão abatida durante partida decisiva.
Corinthians deixa até R$ 236 milhões de faturamento pelo caminho após eliminações em 2026Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O impacto financeiro das quedas precoces em 2026

A temporada de 2026 do Corinthians caminha para um desfecho de alerta máximo fora das quatro linhas. As eliminações precoces do clube ao longo do calendário impactaram drasticamente o fluxo de caixa, deixando de arrecadar um montante que chega a R$ 236 milhões em prêmios que poderiam ter sido destinados aos cofres do Parque São Jorge caso o desempenho esportivo fosse diferente.

O prejuízo teve início ainda no Campeonato Paulista, com a queda na semifinal diante do Novorizontino. Naquela ocasião, o Timão embolsou apenas R$ 350 mil pela quarta colocação, deixando de faturar R$ 4,6 milhões, valor correspondente ao prêmio máximo de R$ 5 milhões que seria pago ao campeão da competição estadual.

Copa do Brasil e Libertadores: as perdas mais expressivas

O cenário de instabilidade financeira se agravou nas disputas nacionais e continentais. Na Copa do Brasil, a eliminação precoce ainda nas oitavas de final, contra o Internacional, limitou o ganho do clube a R$ 5 milhões. O Timão acabou abrindo mão de um potencial de R$ 91 milhões, valor que seria acumulado pelas premiações das fases seguintes — R$ 4 milhões nas quartas, R$ 9 milhões na semifinal e R$ 78 milhões pela conquista do título.

A situação na Libertadores seguiu o mesmo curso. A campanha alvinegra terminou nas quartas de final após a eliminação para o Estudiantes, da Argentina, rendendo R$ 25,6 milhões. Caso o elenco tivesse avançado até a final e conquistado o torneio, o clube poderia ter faturado outros R$ 140,8 milhões, sendo R$ 11,8 milhões pela vaga na semifinal e R$ 129 milhões pelo troféu.

Dívidas, transfer bans e a pressão orçamentária

A ausência desses valores coloca o Corinthians em uma situação delicada, dado que o clube lida com débitos pendentes que abrangem as equipes masculina, feminina e até o basquete. Atualmente, a diretoria enfrenta o obstáculo de três transfer bans — sendo dois impostos pela Fifa e um pela CBF —, que juntos somam cerca de R$ 21,9 milhões em passivos imediatos que impedem a regularização de novos reforços.

O alívio parcial nas contas veio através da conquista da Supercopa Rei sobre o Flamengo, que garantiu ao clube um faturamento extra de R$ 11,61 milhões. Entretanto, esse montante é insuficiente para cobrir o rombo causado pelas eliminações sucessivas no mata-mata.

Próximos passos e a reta final do Brasileiro

Com o fim das participações em torneios de eliminação, a atenção da diretoria volta-se integralmente para o Campeonato Brasileiro. A posição final do Corinthians na tabela da competição nacional é agora o fator decisivo para determinar a premiação restante que entrará no orçamento, servindo como a principal fonte de receita para amenizar o quadro de atrasos de pagamentos e tentar sanear a dívida que sufoca o fluxo de caixa alvinegro nesta reta final de temporada.

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