Corinthians retira marca da Esportes da Sorte de uniformes e CT
O Corinthians iniciou nesta terça-feira, 6 de outubro, a remoção da marca Esportes da Sorte de seus uniformes de treino e de placas publicitárias espalhadas pelo CT Dr. Joaquim Grava. A medida, que já era visível nas atividades do elenco profissional nesta manhã, é uma resposta direta à Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma estabeleceu o prazo limite de 23h59 da última segunda-feira para que as casas de apostas mantivessem sites no ar e materiais publicitários em circulação sem a devida regularização federal.
Além da retirada do material físico, o site oficial da Esportes da Sorte encontra-se fora do ar. O cumprimento das determinações é uma medida de cautela do clube para evitar sanções severas previstas pelo governo, que incluem desde advertências até multas astronômicas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além da suspensão total das atividades das empresas envolvidas caso persistam na irregularidade.
Prejuízo estimado e risco contratual
A situação traz preocupação imediata aos cofres do clube. Caso a Medida Provisória seja convertida em lei pelo Congresso Nacional e a parceria não possa ser retomada, o Corinthians estima um impacto financeiro negativo de, no mínimo, R$ 480 milhões. Este valor diz respeito aos três anos restantes do contrato vigente entre as partes, que previa uma colaboração sólida até o final de 2029.
A diretoria alvinegra observa atentamente a tramitação da MP no Legislativo, sabendo que a validade definitiva das novas regras depende da análise e votação pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal dentro do prazo constitucional. Enquanto o cenário político e jurídico não se estabiliza, o clube busca blindar suas receitas.
Estratégia de patrocínios pontuais
Diante da incerteza, o Corinthians já estuda alternativas de mercado para ocupar o espaço do patrocinador máster de forma episódica. A estratégia, que visa manter o fluxo de caixa, consiste em fechar contratos individuais por partida. A projeção da diretoria é que esse modelo de negócio possa render cerca de R$ 1,2 milhão por jogo disputado.
Para o confronto desta quarta-feira, diante do Internacional, o clube já deixou encaminhado um acordo com a Jota.ai. A empresa, que atua como um agente de inteligência artificial voltado para assistência financeira, deve estampar a camisa alvinegra neste duelo específico, servindo como uma alternativa imediata para mitigar a ausência da parceira anterior.
Expectativa por liminar e futuro da parceria
Apesar da retirada imediata dos logos, a diretoria do Corinthians ainda não sacramentou o rompimento definitivo do contrato de longo prazo. O clube mantém uma postura de cautela e aguarda o desdobramento de uma possível liminar judicial que poderia, em tese, liberar a atuação de casas de apostas no território nacional.
Caso a Justiça brasileira conceda uma autorização favorável às operadoras, o Corinthians estaria juridicamente apto a retomar a exibição da marca da Esportes da Sorte em seus uniformes e propriedades publicitárias. Até lá, o clube segue se adaptando às exigências da regulamentação federal para evitar qualquer dano institucional ou financeiro adicional ao patrimônio do Timão.


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