Posicionamento do ídolo diante das críticas
O ex-jogador e ídolo do Corinthians, José Ferreira Neto, utilizou suas redes sociais nesta terça-feira para rebater uma parcela da torcida que tem organizado abaixo-assinados pela retirada de seu busto, localizado no Parque São Jorge. O movimento, que ganha corpo entre parte da Fiel, questiona o status do comentarista como figura imortalizada na sede social do clube devido a declarações recentes dadas em veículos de comunicação.
Em sua defesa, Neto relembrou sua trajetória de seis anos no Parque São Jorge, acumulando 228 jogos e 86 gols com a camisa alvinegra. O ex-atleta enfatizou que a homenagem foi conquistada por mérito esportivo, destacando sua entrega dentro das quatro linhas: "A história não se apaga! Busto alcançado com muito suor e dedicação. Sempre fui jogador que jogava com amor e raça. Nunca precisei de ninguém para me defender. Minha defesa sempre foi honrar a camisa do Corinthians".
Os motivos do atrito com a Fiel
O descontentamento de parte dos torcedores que solicita a remoção do busto está ligado a posicionamentos públicos do ex-meia que entraram em conflito com o sentimento da massa corinthiana. Segundo a descrição de um dos abaixo-assinados, as críticas se baseiam em falas polêmicas, como a declaração de que o título do Campeonato Brasileiro de 2005 deveria ser do Internacional, além de posturas interpretadas por esses torcedores como exaltações a rivais.
A homenagem em forma de busto é uma honraria histórica concedida a atletas que deixaram um legado marcante no clube. Atualmente, o Parque São Jorge abriga estátuas de outros ídolos consagrados, como Sócrates, Rivellino, Marcelinho Carioca, Ronaldo Giovaneli, Wladimir, Zé Maria e Basílio, além de personalidades de outras modalidades e símbolos da torcida, como Dona Elisa.
A trajetória e o legado no Corinthians
Neto chegou ao Corinthians em 1989 e teve papel decisivo nas conquistas mais importantes do clube no início da década de 1990. Ele foi peça-chave na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990 e marcou o gol do título da Supercopa do Brasil de 1991, diante do Flamengo. Após uma primeira passagem encerrada em 1993, ele retornou ao clube em 1996, integrando também o elenco campeão paulista de 1997.
No total, foram 228 partidas oficiais divididas em sete temporadas, consolidando sua marca de 86 gols. O retrospecto e a importância tática nos títulos nacionais da época são os pilares que sustentam a existência do busto no clube.
Próximos passos
Até o momento, a diretoria do Corinthians não emitiu qualquer posicionamento oficial sobre o pedido protocolado por parte da torcida. A honraria, que faz parte do patrimônio histórico do clube, permanece intacta na sede social. Não há indicativos de que a administração do clube pretenda avaliar a remoção de bustos de atletas que já cumpriram os critérios estatutários e esportivos para a homenagem.


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