Recorrência de hérnias inguinais preocupa DM
O lateral-esquerdo Matheus Bidu confirmou recentemente que precisará passar por uma cirurgia de hérnia inguinal ao final da temporada de 2026. A notícia acendeu um alerta nos bastidores do Corinthians, visto que Bidu é o quinto jogador do elenco profissional a apresentar a mesma condição clínica desde o início de 2025.
O quadro médico tem sido uma constante no clube, afetando diversos setores do campo. Além de Matheus Bidu, a lista de atletas que sofreram com hérnias inguinais inclui os zagueiros Gustavo Henrique e João Pedro Tchoca, o lateral Hugo Farias e o atacante Yuri Alberto. A frequência dos casos coloca em evidência a necessidade de protocolos assertivos de tratamento para evitar desfalques prolongados no futuro.
A visão de Joaquim Grava sobre o tratamento cirúrgico
Em entrevista ao quadro Redação Meu Timão, o Doutor Joaquim Grava, médico histórico do Corinthians, detalhou a postura adotada pelo departamento médico do clube. Segundo ele, o Corinthians mantém o Doutor Walter Ayres como consultor específico para lidar com esses casos, priorizando a intervenção cirúrgica como a solução mais eficaz.
Grava defende que a fisioterapia, embora essencial, pode ser um processo demorado e restritivo. Segundo o especialista, o tratamento definitivo via cirurgia é preferível para evitar que o jogador retorne aos gramados apenas para sentir novas dores, garantindo assim uma recuperação completa que permita ao atleta atuar sem limitações físicas após a reabilitação.
Mudanças no protocolo de recuperação do LCA
Além das hérnias, Joaquim Grava abordou a reabilitação de atletas que sofreram lesões no ligamento cruzado anterior (LCA), como Zakaria Labyad e Kayke Ferrari. O ex-médico destacou que o protocolo atual do Corinthians passou por alterações conduzidas pelo próprio setor de fisioterapia, que agora opera com independência das diretrizes do coordenador do departamento médico.
O cronograma divide-se em uma fase inicial estática, focada em fortalecimento e aparelhos nos primeiros três meses, e uma fase dinâmica a partir do terceiro mês, onde a carga de exercícios é gradualmente aumentada. Grava ressaltou que a transição entre essas etapas exige avaliações cinéticas rigorosas da musculatura para evitar que o atleta sofra uma nova lesão por falta de preparo adequado.
Debate sobre prazos e o retorno aos gramados
Joaquim Grava teceu críticas ao tempo de recuperação de lesões de joelho observado atualmente no Brasil, que muitas vezes chega a dez ou doze meses. O profissional argumenta que, com um procedimento cirúrgico de qualidade e uma fisioterapia bem executada, o intervalo ideal para o retorno competitivo estaria entre sete e oito meses.
Para o médico, o prolongamento desse prazo, comum em muitos casos no cenário nacional, configura um 'excesso de zelo' desnecessário que acaba interferindo na carreira do atleta. Com os próximos passos definidos pelo DM alvinegro focados na transição dinâmica, a expectativa do clube é conseguir equilibrar a segurança clínica com a agilidade necessária para o retorno dos jogadores lesionados aos gramados.


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