Impugnação mira chapa de Rozallah Santoro
O cenário das eleições para o triênio 2027-2029 no Corinthians ganhou um novo capítulo de incerteza política. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, oficializou o encerramento do prazo para pedidos de impugnação, revelando que a chapa 'Todos os Dias pelo Corinthians' (01), liderada por Rozallah Santoro, é alvo de uma solicitação de exclusão do pleito.
A movimentação, articulada por um associado, tem como pano de fundo um processo administrativo que tramitou na Comissão de Ética e Disciplina (CE) do clube, trazendo à tona novamente as polêmicas envolvendo a gestão financeira da atual administração durante o período em que Santoro foi diretor.
A origem do litígio: O caso Matías Rojas
O cerne da questão remonta a maio de 2025, quando o presidente Augusto Melo apresentou uma representação à Comissão de Ética pedindo a expulsão de Rozallah Santoro do quadro associativo, além de suspensão e ressarcimento de R$ 40 milhões. O argumento central envolvia a rescisão unilateral do meia paraguaio Matías Rojas.
Augusto Melo acusou o então diretor financeiro de não cumprir acordos com recursos em caixa. Por outro lado, Santoro defendeu-se alegando que a decisão de priorizar o pagamento da rescisão do técnico António Oliveira em detrimento da dívida do atleta partiu do próprio presidente, além de ter questionado a condução do fluxo de caixa e a reprovação das contas de 2024.
Status jurídico e a tese de impugnação
A Comissão de Ética, presidida por Leonardo Pantaleão, decidiu por unanimidade pelo arquivamento da representação após ouvir as partes. No entanto, o desfecho não encerrou o debate jurídico. A demora na notificação formal, causada por uma sobrecarga na secretaria do Conselho Deliberativo, manteve o processo em aberto sob a ótica dos prazos regimentais.
O pedido de impugnação eleitoral baseia-se exatamente no artigo 37 do Estatuto do clube, que prevê dez dias para recursos contra decisões de arquivamento. Como o trâmite recursal não foi esgotado, os opositores sustentam que ainda há risco jurídico, servindo de base para tentar barrar a candidatura de Rozallah na Justiça interna do Timão.
Defesa e desdobramentos eleitorais
Em manifestação pública, Rozallah Santoro classificou a investida como uma tentativa de desgaste político contra a candidatura que, segundo ele, lidera as pesquisas. O candidato afirmou que apresentará sua defesa ao presidente do Conselho Deliberativo no prazo de 24 horas, reafirmando sua confiança na lisura do processo eleitoral corinthiano.
Enquanto o caso de Santoro segue sob análise de Tuma Júnior, o ambiente político do Parque São Jorge vive turbulência com outras chapas. André Castro também enfrenta dois pedidos de impugnação, enquanto Sergio Janikian tenta reverter o indeferimento de sua inscrição após uma mudança jurídica favorável em seu processo tributário, mantendo o pleito longe de qualquer definição antecipada.


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