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Policial

Polícia Civil identifica seis envolvidos em tumulto na Neo Química Arena

Após eliminação na Libertadores, grupo ligado à torcida organizada Camisa 12 é investigado por bloquear carros nos arredores do estádio.

Fachada da Neo Química Arena em dia de jogo
Meu Timão

Polícia identifica seis torcedores após tumulto pós-eliminação na Libertadores

A Polícia Civil de São Paulo deu um passo importante nas investigações sobre os incidentes ocorridos nas imediações da Neo Química Arena após a eliminação do Corinthians na Copa Libertadores. Nesta segunda-feira, 28 de setembro, as autoridades identificaram seis indivíduos suspeitos de promoverem tumulto na saída do estádio, logo após a derrota por 1 a 0 para o Estudiantes, ocorrida no dia 16 de setembro.

O caso, que gerou preocupação nos bastidores do clube e entre as autoridades de segurança pública, é conduzido pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade). A identificação dos envolvidos marca o início de uma nova fase do inquérito, que busca responsabilizar os autores das condutas que ameaçaram a integridade física de atletas e funcionários que deixavam a arena naquele dia.

Dinâmica do episódio e ligação com torcida organizada

De acordo com relatos apurados pelo portal *Meu Timão* e divulgados pelo *ge.globo*, a ação dos torcedores foi planejada com o intuito de confrontar o elenco. Os investigados, que possuem ligação com a torcida organizada Camisa 12, teriam obstruído o tráfego de veículos nas proximidades da arena corinthiana. O objetivo do grupo era identificar e abordar os jogadores do elenco alvinegro que transitavam pelo local após a eliminação.

A eliminação em si foi marcada por um cenário de extrema frustração, culminando em um revés amargo diante do clube argentino. O gol de Alexis Castro e o pênalti desperdiçado por Memphis Depay no último lance da partida foram fatores que elevaram a tensão entre os torcedores presentes, resultando em episódios de hostilidade que agora entram na mira da Justiça desportiva.

Implicações legais e medidas punitivas

Os seis torcedores identificados começaram a prestar depoimentos perante a Drade nesta segunda-feira. A investigação enquadra os suspeitos no artigo 201 da Lei Geral do Esporte, que tipifica a promoção de tumulto em eventos esportivos. A legislação é rigorosa e prevê punições severas para quem utiliza o espaço público ou privado de arenas para intimidar atletas ou causar desordem.

A pena prevista em lei varia de um a dois anos de reclusão. Contudo, o segundo parágrafo do referido artigo permite que o magistrado converta a pena de reclusão em uma medida restritiva de direitos. Na prática, o juiz pode determinar a proibição de comparecimento a eventos esportivos e o afastamento das proximidades de arenas por um período que varia de três meses até três anos, dependendo da avaliação sobre a gravidade da conduta e os antecedentes criminais dos envolvidos.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil de São Paulo reforçou que este é apenas o desdobramento inicial das apurações. As autoridades seguem trabalhando para identificar outros indivíduos que possam ter participado ativamente da confusão ou que tenham incentivado a prática do tumulto nas cercanias da Neo Química Arena.

O Corinthians, enquanto instituição, observa os desdobramentos enquanto foca em suas competições remanescentes. A segurança e a garantia de um ambiente pacífico dentro e fora do estádio tornaram-se prioridades para os órgãos de controle, que buscam coibir a reincidência desse tipo de comportamento e assegurar que a punição prevista na Lei Geral do Esporte seja aplicada de forma exemplar aos culpados.

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