Salários quitados após auxílio da Caixa
O Corinthians regularizou, na manhã desta quinta-feira, dia 8 de outubro de 2026, os salários referentes ao mês de setembro do elenco profissional masculino, da comissão técnica e de todos os funcionários do clube. A medida veio após um dia de atraso, visto que o prazo legal previsto pela CLT para a quitação dos vencimentos encerrou-se na última quarta-feira.
O pagamento foi viabilizado pela liberação de R$ 13,5 milhões por parte da Caixa Econômica Federal. O montante é parte de uma reserva técnica de R$ 27 milhões ligada ao contrato de financiamento da Neo Química Arena. A entrada desse recurso no fluxo de caixa alvinegro foi determinante para que o clube cumprisse suas obrigações trabalhistas imediatas.
Pendências financeiras no elenco profissional
Embora a folha salarial de setembro tenha sido sanada, a situação financeira interna ainda demanda atenção. O clube continua com pendências significativas junto ao elenco profissional. Segundo informações confirmadas, o Corinthians ainda deve dois meses de direitos de imagem aos jogadores, referentes aos meses de julho e agosto.
Além da questão dos direitos de imagem, o clube enfrenta atrasos em outros pagamentos, como férias e premiações conquistadas em competições de peso, notadamente a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. A resolução desses débitos complementares segue como um desafio para a diretoria, que precisa conciliar as receitas com os compromissos contratuais assumidos com os atletas.
Negociações e o futuro da Neo Química Arena
O pagamento realizado pela Caixa ocorre em um período de negociações intensas entre o clube e a instituição financeira para a reestruturação da dívida da Neo Química Arena, hoje estimada em R$ 630 milhões. A estratégia da gestão corinthiana envolve uma proposta para que a Caixa assuma a exploração dos 'naming rights' da Arena, atualmente sob contrato com a Hypera Pharma desde 2020, visando a quitação integral do débito.
A diretoria alvinegra mantém otimismo em relação às tratativas, destacando que a proposta possui respaldo jurídico independente do resultado das Eleições Gerais no Brasil. O plano mais amplo discutido entre as partes inclui, ainda, a transferência das operações bancárias do clube para a Caixa e o lançamento de produtos financeiros, como cartões vinculados ao programa Fiel Torcedor.
Próximos passos e a conta-reserva
Para garantir o andamento das conversas, o Corinthians conseguiu a suspensão temporária das parcelas trimestrais de R$ 27 milhões oriundas da renegociação de 2022. O boleto que venceu em 25 de setembro foi momentaneamente paralisado. No entanto, a Caixa possui garantias contratuais robustas, mantendo o direito de acessar a conta-reserva da Arena em caso de inadimplência.
Esta conta-reserva exige, por contrato, a manutenção de um saldo mínimo que varia entre R$ 80 milhões e R$ 120 milhões, conforme a variação das taxas de juros. Quanto aos R$ 13,5 milhões restantes do montante de R$ 27 milhões liberado pela Caixa, o clube aguarda a definição de uma data específica para o repasse, passo que será essencial para o planejamento do fluxo de caixa nos próximos meses.


Ainda não há comentários. Seja o primeiro a participar.