Dale CoringãoPróximos jogos
Abrir menu
Futebol Masculino

Sob pressão, Fernando Diniz iguala marca negativa que derrubou Dorival

Sequência sem vitórias no Brasileirão coloca o técnico sob observação antes do duelo contra o Internacional; situação lembra cenário de abril

Técnico Fernando Diniz comandando treino do Corinthians na Neo Química Arena
1 de 1 Fernando Diniz - Corinthians x Fluminense - Neo Química Arena - Brasileirão — Foto: Joisel Amaral/AGIF

Cenário de alerta: Diniz vive pressão idêntica à de Dorival

O técnico Fernando Diniz atravessa o momento mais crítico de sua passagem pelo Corinthians, ao ver seu trabalho confrontado com uma marca negativa que, ironicamente, já custou o cargo de seu antecessor, Dorival Júnior, no primeiro turno do Brasileirão 2026. O atual comandante alvinegro chega para a reta final do campeonato sob o peso de uma sequência sem vitórias que evoca fantasmas de um passado recente, colocando seu futuro imediato sob observação constante da diretoria e da torcida.

A série de resultados ruins que persegue Diniz começou, curiosamente, diante do mesmo adversário que iniciou o declínio de Dorival: o Cruzeiro. Desde aquele embate, o Corinthians não soube o que é vencer, acumulando uma sequência de tropeços contra Coritiba, Santos, Chapecoense, Flamengo e Fluminense. O último triunfo da equipe sob o comando de Diniz foi registrado em 9 de agosto, contra o Red Bull Bragantino, um hiato que preocupa profundamente o departamento de futebol pelo risco real de aproximação com a zona de rebaixamento.

Números evidenciam queda de desempenho

Ao comparar o desempenho dos dois treinadores no mesmo recorte de instabilidade, os dados revelam um cenário ainda mais preocupante para o atual elenco. Enquanto Dorival Júnior, antes de sua demissão em 5 de abril, registrou quatro empates e duas derrotas nos jogos que antecederam sua queda definitiva, Fernando Diniz apresenta um aproveitamento inferior, acumulando seis derrotas consecutivas no período analisado.

A demissão de Dorival foi sacramentada após a 10ª rodada do campeonato, em um duelo justamente contra o Internacional, na Neo Química Arena, que terminou com o revés de 1 a 0 para os gaúchos. A recorrência da sequência negativa e a repetição do adversário que marcou o fim de um ciclo reforçam a necessidade de mudança de postura para evitar que a história se repita nesta reta decisiva de temporada.

O peso do duelo contra o Internacional

O próximo desafio do Corinthians no Campeonato Brasileiro é encarar o Internacional novamente, desta vez no Beira-Rio, em Porto Alegre. O jogo, válido pela 29ª rodada e agendado para a próxima quarta-feira, às 19h30, é encarado internamente como um ponto de inflexão. Com o clube estacionado em 32 pontos e na 14ª posição da tabela, a margem de erro diminuiu drasticamente, restando apenas três pontos de vantagem para o Grêmio, o primeiro time dentro do grupo dos quatro últimos colocados.

Para o elenco, conquistar pontos fora de casa contra o time gaúcho tornou-se uma obrigação para estancar a crise que se instalou no CT Joaquim Grava. A vitória não é vista apenas como um requisito técnico, mas como uma peça fundamental para trazer tranquilidade ao ambiente e permitir que o grupo se distancie da zona perigosa da competição, onde qualquer deslize pode complicar o restante do ano.

Bastidores e a manutenção do cargo

Apesar da evidente pressão, o técnico Fernando Diniz conta, por ora, com o respaldo da alta cúpula do clube. O executivo de futebol Marcelo Paz bancou publicamente a permanência do treinador no cargo após conversas com o presidente Osmar Stabile. A decisão também leva em conta o pedido de lideranças do elenco, que teriam manifestado apoio à continuidade do trabalho de Diniz mesmo diante da sequência de resultados ruins.

Entretanto, a situação política e financeira do clube continua instável, com problemas que extrapolam as quatro linhas, como a suspensão do pagamento de parcelas da dívida da Arena. Com o clima de cobrança nos bastidores e a necessidade urgente de pontos no Brasileirão, a partida contra o Internacional se desenha como o teste definitivo para medir se a confiança da diretoria no técnico será sustentável até o final da temporada ou se novas mudanças serão necessárias.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a participar.