Foco na disciplina: Corinthians ajusta postura para a Libertadores
Às vésperas do confronto de ida das quartas de final da Libertadores contra o Estudiantes, o Corinthians colocou o aspecto disciplinar no topo da lista de prioridades. O sinal de alerta foi ligado no CT Dr. Joaquim Grava após o clube sofrer duas expulsões recentes durante as oitavas de final contra o Rosario Central. Tanto Allan, no jogo de ida, quanto Raniele, na volta, acabaram deixando a equipe em desvantagem numérica, um cenário que o técnico Fernando Diniz quer evitar a qualquer custo em solo argentino nesta quarta-feira.
Em entrevista coletiva, o lateral-direito Matheuzinho tratou de contextualizar o problema, amenizando o tom crítico. Para o atleta, os cartões vermelhos não refletem uma falha disciplinar crônica, mas sim o alto nível de entrega e a intensidade competitiva exigida pelo treinador. 'Isso mostra que a gente ali dentro de campo está se doando ao máximo, não quer perder nenhuma dividida', pontuou o camisa 2.
A estratégia de Diniz contra a escola argentina
O embate diante do Estudiantes, em La Plata, traz um desafio tático e físico peculiar. Matheuzinho destacou que as equipes argentinas possuem um estilo de jogo característico, moldado desde as categorias de base, que exige uma postura de constante atenção. O lateral reforçou que a diretriz de Fernando Diniz é clara: o Corinthians não deve recuar, mas precisa atuar com inteligência emocional para não ser punido pela arbitragem.
'Ele falou para não tirar o pé e chegar junto, mas tomar cuidado, porque, se for para um time terminar com dez, que seja o time deles', explicou o jogador. Essa orientação busca equilibrar a agressividade necessária nos duelos individuais com a necessidade de manter todos os 11 jogadores em campo durante os 90 minutos de um mata-mata de alta tensão.
Defesa sólida: a base da esperança alvinegra
A solidez defensiva é o principal trunfo do Corinthians para seguir vivo na competição. O clube ostenta, ao lado do Flamengo, a marca de defesa menos vazada desta edição da Libertadores, tendo sofrido apenas quatro gols em oito partidas disputadas. Matheuzinho valorizou o trabalho coletivo, ressaltando que o sistema defensivo só funciona porque todos os atletas, incluindo os homens de frente, se propõem a marcar e correr pelo time.
O lateral ainda fez um comparativo com a inconsistência apresentada em alguns momentos no Campeonato Brasileiro, pontuando que, na Libertadores, o senso de urgência é mais elevado. 'Nós sabemos da qualidade da Libertadores. Qualquer erro que a gente tiver pode custar caro', afirmou, destacando a maturidade que o elenco precisa manter para evitar vacilos decisivos fora de casa.
Meta traçada: baliza a zero em La Plata
Para os próximos passos, o objetivo do Corinthians para o primeiro embate das quartas de final é claro: sair de campo sem ser vazado. A estratégia de não sofrer gols fora de casa foi um dos diferenciais que garantiram a classificação nas oitavas de final, quando o Timão superou o Rosario Central com o gol solitário de Breno Bidon.
A meta é oferecer a maior segurança possível ao goleiro Hugo, minimizando a necessidade de intervenções milagrosas e mantendo o controle do jogo através da organização tática. O elenco segue focado em repetir a disciplina tática vista na maior parte da competição, buscando levar um resultado positivo para o confronto de volta em seus domínios.


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