Resiliência na altitude: o caminho para a final
O Corinthians feminino garantiu sua vaga na final da Libertadores 2026 após vencer o Independiente Santa Fe por 2 a 1. A partida, realizada sob o efeito da altitude, foi marcada pelo desgaste físico extremo das atletas, que desabaram em campo ao apito final. A classificação, conquistada mesmo após um ano considerado atípico para o elenco, reafirma a força da equipe em competições continentais.
O resultado é um marco de superação para o grupo. A exaustão visível ao término do jogo contra as colombianas evidenciou o comprometimento das jogadoras, que honraram a camisa corintiana e asseguraram a continuidade do time na disputa pelo título.
O contraste com a crise masculina
A classificação das Brabas expõe um abismo entre o sucesso da modalidade feminina e a instabilidade profunda que atinge o futebol masculino do clube. Em análise realizada no programa Fim de Papo, do UOL, a colunista Milly Lacombe destacou que o time feminino parece operar de forma imune à crise política e esportiva que atravessa o Parque São Jorge.
Milly Lacombe reforçou que a disparidade entre as esferas é notável, especialmente no campo financeiro. Segundo a colunista, o custo da folha salarial de um jogador como Memphis supera o investimento total feito no elenco feminino, tornando o desempenho das Brabas ainda mais impressionante diante do cenário de economia de recursos.
Questionamentos sobre a gestão
A análise aponta que o sucesso do feminino deveria servir como lição para o futebol profissional do clube. Para a colunista, a insistência da diretoria em manter práticas de gestão que aprofundam o buraco financeiro e institucional é um erro estratégico. A crítica sugere que o clube ignora modelos funcionais já existentes dentro da própria casa ao persistir com métodos ineficazes no masculino.
A pergunta que fica para os bastidores alvinegros é por que o clube insiste em confiar nas mesmas figuras que geraram a crise. Para a colunista, a saída para o momento conturbado passa, necessariamente, por uma mudança de rota que contemple a seriedade e a entrega que o futebol feminino demonstra em campo, afastando-se das políticas que degradaram o desempenho do elenco principal masculino.
Próximos passos e expectativas
Com a vaga garantida na decisão, o Corinthians feminino segue sua preparação para buscar mais uma taça continental. O elenco agora concentra suas forças na final da Libertadores, carregando o peso de ser o principal vetor de resultados positivos do clube em 2026.
Enquanto o time feminino foca no título, o clube como instituição segue pressionado pela necessidade de estancar a crise no masculino. A torcida e os analistas acompanham os desdobramentos, enquanto a disparidade de performance entre as modalidades continua a ser o principal termômetro da gestão atual.


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