Alívio na reta final: Jaqueline está liberada para a decisão
O Corinthians recebeu uma notícia importante para o seu elenco feminino nesta sexta-feira, véspera da grande final do Campeonato Brasileiro. A atacante Jaqueline, que aguardava o julgamento no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), foi punida pelo órgão, mas teve a sua presença confirmada para o confronto decisivo deste sábado, às 16h30, no Estádio do Morumbis.
Apesar da condenação, a jogadora não desfalcará as 'Brabas'. A punição aplicada pelo tribunal foi a pena mínima de um jogo de suspensão, sanção que já foi integralmente cumprida pela atleta em momentos anteriores da competição, garantindo que ela esteja apta para buscar o título contra o adversário deste final de semana.
Contexto do julgamento e a denúncia
O processo no STJD teve origem em um episódio ocorrido em maio deste ano, durante partida válida pelo Brasileirão Feminino contra o Mixto. Na ocasião, a atacante foi expulsa após receber um cartão amarelo por uma falta e, na sequência, contestar a decisão da árbitra Cássia França de Souza. De acordo com o relato na súmula da partida, Jaqueline teria proferido xingamentos contra a profissional de arbitragem, o que motivou a exibição do cartão vermelho direto.
A jogadora foi enquadrada no artigo 258, § 2º, inciso II do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O dispositivo trata de condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva, especificamente no que diz respeito ao desrespeito aos membros da equipe de arbitragem ou reclamações desrespeitosas contra as decisões tomadas dentro de campo. A penalidade prevista para este tipo de infração varia de uma a seis partidas de suspensão.
A estratégia de defesa do clube
Durante a sessão, o advogado do Corinthians, Sérgio Engelberg, buscou desqualificar a gravidade da acusação. A estratégia da defesa foi argumentar que a reação da atacante não constituiu um ataque direto ou pessoal à árbitra, mas sim uma manifestação de descontentamento com o critério técnico adotado naquele lance específico. O representante jurídico também reforçou o inoportuno timing do julgamento, realizado a apenas um dia da final do campeonato, sugerindo que tal situação poderia impactar negativamente o psicológico da atleta.
Mesmo com os argumentos apresentados pelo clube, a relatoria manteve o entendimento sobre a infração disciplinar. Por unanimidade, os auditores decidiram pela condenação de Jaqueline, fixando a pena mínima de um jogo de suspensão. O resultado final, contudo, não altera a rotina de preparação da equipe comandada pela comissão técnica para o jogo de volta.
Situação disciplinar e próximos passos
Para a torcida e para o planejamento do time, a confirmação de que Jaqueline está disponível traz um peso significativo. A atleta já havia cumprido suspensões automáticas anteriormente no torneio, causadas pela soma de cartões recebidos. Especificamente, Jaqueline cumpriu suspensões após o terceiro cartão amarelo e a expulsão contra o Mixto, ficando de fora dos jogos contra o Vitória, em 26 de julho, e contra o Flamengo, em 3 de agosto.
Como a punição imposta pelo STJD nesta sexta-feira foi englobada nessas suspensões automáticas que a atleta já cumpriu no decorrer do certame, não resta qualquer pendência disciplinar a ser sanada. Com a situação jurídica resolvida, o foco do Corinthians volta-se inteiramente para o campo. Jaqueline deve estar à disposição da comissão técnica para buscar o troféu do Brasileirão Feminino no duelo que será realizado no Morumbis, encerrando a temporada de forma competitiva para as Brabas.


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