Corinthians descumpre acordo e mantém transfer ban ativo
O Sport Club Corinthians Paulista confirmou oficialmente que não realizou o pagamento da sexta parcela do acordo firmado junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), ligada à CBF. O montante, que gira em torno de R$ 8 milhões, tinha vencimento na última segunda-feira, 19 de outubro de 2026. A inadimplência amplia a instabilidade financeira do clube, que já carregava o atraso da quinta parcela, vencida em julho passado.
Em junho, a diretoria alvinegra tentou uma estratégia de renegociação para quitar as parcelas de julho e outubro de forma conjunta até o dia 31 de agosto. Contudo, a CNRD não atendeu ao pleito e manteve a punição de 'transfer ban', que impede o clube de registrar novos atletas por um período de seis meses.
Cuiabá solicita endurecimento de sanções
A situação com o Cuiabá, principal credor deste processo, tornou-se ainda mais crítica. O clube mato-grossense protocolou um pedido junto à CNRD solicitando a extensão da punição vigente. A dívida em questão ultrapassa os R$ 17 milhões e engloba a contratação do volante Raniele, além de pendências relacionadas à chegada do atacante Jonathan Cafu e aos custos rescisórios do técnico António Oliveira.
No documento enviado à entidade, o Cuiabá pleiteia que a sanção de proibição de registro de novos jogadores seja renovada por mais seis meses a contar de outubro de 2026, sem possibilidade de efeito suspensivo. Subsidiariamente, o clube solicitou que a punição atual seja estendida, no mínimo, até o encerramento da janela de transferências do início de 2027.
Bloqueios na FIFA e o cenário de restrições
Além dos problemas na esfera nacional, o Corinthians enfrenta dois bloqueios ativos determinados pela FIFA, que restringem ainda mais a mobilidade da diretoria no mercado. A primeira punição, aplicada em maio, decorre de um débito de R$ 7,7 milhões com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, referente à contratação do volante José Martínez. Esta sanção impede o registro de novos atletas por três janelas de transferências.
Somado a isso, o clube lida com outro bloqueio registrado em julho, no valor de aproximadamente R$ 6,2 milhões, devido à contratação do volante Charles junto ao Midtjylland, da Dinamarca. O histórico recente do clube ainda inclui uma multa de 225 mil dólares (cerca de R$ 1,158 milhão) paga em julho, após o descumprimento de decisões envolvendo o Philadelphia Union, o Midtjylland e o empréstimo do atacante Talles Magno.
O posicionamento oficial do clube
Por meio de nota, o Sport Club Corinthians Paulista informou que está ciente da gravidade do cenário junto à CNRD e que o tema é tratado como prioridade pela alta gestão. Segundo o comunicado, o clube continua trabalhando para regularizar a situação financeira dentro do processo de reestruturação interna, embora não tenha estabelecido prazos específicos para a quitação dos valores atrasados.
A direção reafirmou que está empenhada na busca de soluções para cumprir suas obrigações financeiras e que seguirá adotando as medidas necessárias para solucionar o passivo, ainda que o clube continue impedido de reforçar seu elenco devido aos sucessivos bloqueios administrativos e jurídicos.


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