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Política

Eleições 2026: Petição questiona regras da Comissão Eleitoral

Advogado ligado a André Negão aciona a Justiça para contestar taxas, uso de biometria e restrições impostas aos associados para o pleito de novembro.

Fachada da sede social do Sport Club Corinthians Paulista.
Meu Timão

Bastidores eleitorais: petição contesta rito do pleito

As eleições presidenciais do Corinthians, agendadas para o dia 28 de novembro de 2026, enfrentam um novo embate jurídico. O associado João Oliveira, advogado de André Negão — que é pré-candidato ao comando do clube —, protocolou uma petição na Justiça comum, junto ao Foro Regional do Tatuapé, para questionar pontos fundamentais do processo eleitoral. A ação busca a anulação de normas estabelecidas pela Comissão Eleitoral, sob a justificativa de conter 'ilegalidades e abusividades' que impactam diretamente a lisura do certame.

Taxas de inscrição e barreiras financeiras

Um dos pontos de maior divergência na peça judicial é a imposição de taxas de inscrição para candidatos e chapas. O documento aponta que os valores exigidos — R$ 330 para candidatos, correspondentes a três mensalidades de título familiar, e R$ 241 para chapas, baseados em 25 mensalidades de título individual — criam uma barreira financeira indevida para o exercício da democracia alvinegra.

O autor do pedido solicita, por meio de uma tutela provisória de urgência, que a cobrança seja imediatamente suspensa. Para a defesa, o custo imposto pelo clube restringe a participação de associados que possuem o direito estatutário de concorrer aos cargos da diretoria e conselho.

Biometria e exigências de habilitação

Outro foco central da petição é a obrigatoriedade do reconhecimento facial para a votação. A petição critica a necessidade de os associados estarem com a biometria regularizada até sete dias antes do pleito. Segundo o advogado, essa exigência extrapola os prazos definidos no Estatuto do clube.

A alegação é que a norma ignora a regra estatutária de habilitação, que estipula que o sócio deve estar em dia com suas contribuições financeiras até dois meses antes da votação — prazo este encerrado em 28 de setembro. O pedido busca garantir que qualquer associado regularmente habilitado, mediante apresentação de documento oficial com foto, tenha assegurado o seu direito constitucional ao voto no dia 28 de novembro.

Pedidos de transparência e possíveis sanções

Além da questão das taxas e da biometria, o advogado solicita a disponibilização, em até 48 horas, da lista completa de todos os associados aptos a votar, acusando a gestão de negar o acesso a esses dados. A petição também condena a possibilidade de aplicação de penalidades coletivas e a eventual cassação de chapas devido a atos praticados por terceiros.

A medida visa proteger os grupos políticos de sanções desproporcionais, garantindo que o processo eleitoral transcorra sem a imposição de restrições que, na visão do requerente, ferem os princípios associativos do Corinthians.

Contexto político e próximos passos

O autor da ação, João Oliveira, possui um histórico próximo ao poder no Parque São Jorge. Ele atuou como presidente do Conselho Fiscal entre 2021 e 2023, durante a gestão de Duilio Monteiro Alves, e integra o círculo próximo de André Negão. Até o momento, o clube não se manifestou oficialmente sobre a petição.

Com a proximidade do pleito, a eleição segue com outros quatro pré-candidatos confirmados: Sérgio Janikian, José Augusto Mendes, Rozallah Santoro e André Castro. A expectativa é que a Justiça se pronuncie sobre a liminar nos próximos dias, definição esta que poderá alterar drasticamente o cronograma e as regras impostas pela Comissão Eleitoral.

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