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Mercado da Bola

Gestão de André Luiz gera atrito: empresário aponta erros do Corinthians

Agente do volante afirma que falta expertise ao clube no mercado europeu após negociações frustradas com o Nottingham Forest.

Jogador André Luiz durante treino pelo Corinthians
Agente de André Luiz dispara contra condução do Corinthians e aponta falta de 'expertise' no mercadoRodrigo Coca / Agência Corinthians

Gestão de negociações gera atrito no Parque São Jorge

O volante André Luiz, de 20 anos, tornou-se o epicentro de uma tensão nos bastidores do Corinthians. Diogo Silva, agente do atleta, veio a público criticar a postura da diretoria alvinegra na condução de propostas do mercado europeu. Segundo o empresário, o clube demonstra falta de 'expertise' necessária para compreender a dinâmica atual das transferências internacionais, o que tem prejudicado a estratégia financeira da instituição.

A declaração de Silva, dada ao ge.globo, coloca em xeque a tomada de decisão da cúpula corinthiana. O agente aponta que a falta de entendimento sobre o valor real dos ativos do elenco e a oscilação nas negociações impedem que o Timão materialize vendas essenciais para amenizar a dívida de R$ 2,8 bilhões que assombra as finanças do clube.

Histórico de oportunidades perdidas

O ponto de maior atrito citado pelo empresário foi a recusa da oferta do Milan, da Itália, realizada no início de 2026. Na ocasião, o negócio envolvia um pacote de 17 milhões de euros, aproximadamente R$ 104 milhões na cotação da época. Apesar do sinal verde inicial, o presidente Osmar Stabile barrou a saída do meio-campista diante da pressão negativa de parte da torcida.

O clube, em seu balancete do primeiro semestre, justificou a manutenção de atletas como uma estratégia esportiva focada na disputa da Libertadores. Contudo, Diogo Silva rebate o argumento, reforçando que o mercado não opera sob 'blefes' e que, ao recusar valores expressivos, o clube se vê sem ofertas similares, resultando em prejuízo financeiro para o próprio Corinthians.

Fracasso na janela inglesa e reflexos financeiros

Mais recentemente, o Corinthians esteve em tratativas com o Nottingham Forest, da Inglaterra, que apresentou propostas chegando a 16 milhões de libras (cerca de R$ 112 milhões). Entretanto, a falta de um acordo final antes do fechamento da janela inglesa, na última terça-feira, impediu a concretização da venda. O Olympiacos, da Grécia, também viu sua oferta de 10 milhões de euros ser recusada.

Este cenário de inatividade deixa o Corinthians distante da meta de arrecadar R$ 149 milhões em direitos federativos. Sem a conclusão das negociações com o futebol inglês, a pressão sobre o departamento de futebol aumenta, já que a necessidade de caixa continua sendo uma realidade urgente diante do passivo acumulado pelo clube.

Cenário de recuperação e mercados alternativos

Com o encerramento das principais janelas europeias, a diretoria alvinegra volta suas atenções para mercados secundários. Praças como a Grécia, onde a janela permanece aberta até 15 de setembro, além da Turquia e da Arábia Saudita, surgem como as últimas opções para que o clube tente alcançar sua meta financeira ainda em 2026.

Enquanto a situação administrativa segue indefinida, André Luiz foca em seu retorno aos gramados. O atleta, que soma 47 jogos como profissional, está em processo de recuperação de uma lesão de grau 2 na coxa direita, sofrida em agosto. Ele já iniciou trabalhos com bola com a fisioterapia, mas a continuidade de sua trajetória no clube permanece como um tema incerto diante dos bastidores agitados do mercado da bola.

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