Justiça autoriza Assembleia Geral do Corinthians para reforma estatutária
A Justiça de São Paulo oficializou, nesta sexta-feira, dia 11 de setembro de 2026, a autorização para a realização da Assembleia Geral (AG) do Corinthians. O evento, que visa discutir pontos fundamentais da reforma do Estatuto do clube, está confirmado para ocorrer no próximo dia 19 de setembro, nas dependências do Parque São Jorge. A decisão, proferida pelo juiz Rafael Viotti Schlobach, encerra um longo período de instabilidade jurídica e disputas internas que vinham travando o avanço das mudanças institucionais planejadas pela diretoria e pelo Conselho Deliberativo.
A medida é de extrema importância para a governança do clube, uma vez que a modernização do Estatuto é vista por diversas alas como um passo necessário para a reestruturação administrativa. O magistrado, contudo, impôs condições rigorosas para o funcionamento da Assembleia, determinando que o encontro se atenha estritamente aos 11 temas previamente deliberados, impedindo que o texto-base da reforma seja debatido em sua totalidade nesta data.
Limites impostos pelo judiciário
Para garantir que a Assembleia não sofra novos questionamentos, a decisão judicial estabelece que a reunião deve manter uma 'estrita, rigorosa e exata correspondência' com os termos e limites do que foi debatido anteriormente. Na prática, isso significa que os associados presentes deverão focar a votação final exclusivamente nos 11 temas que já haviam passado pelo crivo dos conselheiros, vedando qualquer alteração ou inclusão de novos tópicos durante a sessão.
Além da delimitação dos temas, a Justiça determinou o rateio das custas processuais. Os valores serão divididos de forma igualitária entre o Corinthians e o presidente da Comissão de Ética do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, em conjunto com os conselheiros envolvidos na causa. A medida visa sanar as pendências financeiras criadas pelos sucessivos litígios que cercaram a convocação da Assembleia.
Um histórico de impasses e incertezas
A confirmação da nova data sucede um cenário conturbado que teve início em meados de junho. Naquela ocasião, os conselheiros vitalícios Ademir Benedito, Guilherme Strenger e Alexandre Husni protocolaram uma ação de anulação alegando irregularidades na tramitação do texto-base original. O desembargador Mauricio Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, acatou o pedido em um primeiro momento e suspendeu a assembleia que estava programada para o dia 20 daquele mês.
Na sequência, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, optou por cancelar formalmente a Assembleia Geral de junho, citando um ambiente de profunda insegurança jurídica. Agora, com a nova determinação judicial, o clube organiza os preparativos para o encontro do próximo sábado, dia 19 de setembro, que deverá ocorrer entre 9h e 17h, no Parque São Jorge.
Regras e aptidão para a votação
Com o sinal verde da justiça, o Corinthians se prepara para receber seus associados aptos a votar. Segundo as diretrizes do pleito, estão habilitados a participar os sócios maiores de 18 anos que possuam admissão no quadro social há mais de cinco anos. O estatuto vigente impõe restrições importantes: ficam excluídos da participação os dependentes e os militantes de qualquer categoria.
Além das exigências de idade e tempo de associação, a condição principal para o exercício do voto é a adimplência. Somente os sócios que estiverem rigorosamente em dia com todas as suas obrigações estatutárias junto ao clube poderão registrar suas escolhas sobre os 11 temas pautados para esta reforma estatutária, definindo assim o futuro político e institucional do Timão para os próximos anos.


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