Presidente do Corinthians é denunciado pelo Ministério Público
O cenário político no Parque São Jorge vive um momento de extrema gravidade nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026. O atual presidente do Sport Club Corinthians Paulista, Osmar Stabile, foi formalmente denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pela prática de apropriação indébita. A acusação sustenta que o dirigente teria desviado recursos do clube para benefício próprio, utilizando como escudo uma empresa de segurança denominada Bear Security.
O impacto desta denúncia é imediato para a gestão alvinegra. O Ministério Público solicita, como medida cautelar, o afastamento imediato de Stabile do cargo de presidente. A justificativa do órgão ministerial baseia-se no risco de reiteração de condutas ilícitas, na possibilidade de interferência no curso das investigações e no uso da cadeira da presidência para dificultar o esclarecimento dos fatos.
Detalhes dos desvios apontados pelo MP
Segundo os documentos aos quais o portal Meu Timão teve acesso, o montante que teria sido apropriado indevidamente por Stabile totaliza R$ 721.194,66. O esquema teria operado através de 16 repasses financeiros praticamente mensais realizados entre julho de 2025 e agosto de 2026. Os valores dos pagamentos oscilavam entre R$ 33 mil e R$ 65 mil.
A investigação do MP-SP fundamentou-se em uma série de oitivas com nomes importantes dos bastidores corinthianos, incluindo Leonardo Pantaleão, Casso Pereira, Cyrilo Cavalheiro Neto e Romeu Tuma Júnior. Estes depoimentos ajudaram a construir o quadro de irregularidades que envolve a relação entre a gestão Stabile e a prestadora de serviços.
Irregularidades contratuais e a empresa 'fantasma'
O MP-SP destacou falhas administrativas profundas na contratação da Bear Security. A parceria teria funcionado de maneira informal, baseada apenas em acordos verbais, durante sete meses — de julho de 2025 a março de 2026. Apenas após este período, e sob autorização do compliance, um contrato formal foi assinado, desrespeitando normas estatutárias que exigem a cotação prévia de orçamentos.
Outro ponto central da denúncia reside na natureza da contratada. Fundada em janeiro de 2025, a Bear Security teria emitido notas fiscais de maneira sequencial e exclusiva para o Corinthians, o que, para os investigadores, é um forte indício de que o clube era o único cliente da empresa, levantando suspeitas sobre a finalidade real da criação da companhia.
Próximos passos e reparação ao clube
A Justiça agora deve avaliar os pedidos do Ministério Público para a instauração do processo penal contra Osmar Stabile. O rito processual incluirá a citação do presidente para que apresente sua defesa e a realização de novas oitivas com as testemunhas arroladas no processo.
Além do pedido de afastamento imediato, o MP busca a compensação integral pelos danos causados à instituição. A denúncia requer o ressarcimento dos R$ 721.194,66 desviados dos cofres corinthianos, acrescido de uma reparação de R$ 540.895,99 por danos morais, totalizando a responsabilidade financeira pleiteada pelo órgão.


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