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Bastidores

Justiça mantém ação penal contra Armando Mendonça

Segunda instância nega pedido de absolvição de vice-presidente do Corinthians em caso de suposto sumiço de materiais esportivos.

Logotipo do Sport Club Corinthians Paulista com destaque para o CT Joaquim Grava ao fundo.
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Justiça mantém Armando Mendonça como réu em ação penal

A Justiça de São Paulo negou, na última quinta-feira, o pedido de absolvição sumária do segundo vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, mantendo o curso da ação penal contra o dirigente. A decisão, assinada pela juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal do Foro Central Criminal Barra Funda, frustrou a tentativa da defesa de encerrar o processo sem a necessidade de instrução. O dirigente responde por apropriação indébita qualificada e continuada, tentativa de apropriação indébita, furto qualificado mediante abuso de confiança e coação no curso do processo, em caso que apura o sumiço de materiais esportivos da Nike no CT Dr. Joaquim Grava e no Parque São Jorge.

Argumentos da defesa e posicionamento judicial

Os advogados de Mendonça sustentavam a atipicidade das condutas e a ausência de justa causa, alegando que haveria uma autorização institucional para a destinação dos itens, além de questionarem a legalidade de uma auditoria interna realizada pelo clube. Contudo, a magistrada entendeu que a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) é consistente o suficiente para o prosseguimento do feito. Segundo a juíza, questões como a suposta autorização de retirada dos bens e a validade dos métodos de auditoria dizem respeito ao mérito da causa, exigindo uma análise aprofundada durante o processo.

Além de manter a ação, a magistrada negou, neste momento, pedidos da defesa para a realização de novas perícias sobre a auditoria interna do Corinthians. A decisão destacou que a acusação não se baseia apenas nos documentos internos, mas também em gravações telefônicas e depoimentos coletados pelo Ministério Público. O promotor Cássio Roberto Conserino, que já havia sido alvo de uma exceção de suspeição rejeitada pela Justiça, permanece à frente do caso.

Contexto do caso e medidas cautelares

O caso envolve a acusação de que o dirigente teria se apropriado de 131 itens, tentado subtrair outras 19 camisas especiais da NFL, além de outras oito peças, e intimidado funcionários que atuaram na auditoria interna. Apesar do avanço da ação penal, a Justiça indeferiu os pedidos feitos pelo MP-SP para afastar Armando Mendonça de suas funções associativas ou restringir sua circulação nas dependências do clube. Assim, o vice-presidente segue exercendo suas atividades habituais, participando do cotidiano no CT Joaquim Grava e acompanhando a delegação em viagens oficiais.

O prosseguimento do caso é um ponto de atenção para o quadro associativo, dada a posição de destaque que o acusado ocupa na cúpula administrativa do clube alvinegro. Mendonça, que nega todas as acusações, continua frequentando as dependências do Parque São Jorge normalmente enquanto aguarda o desenrolar das investigações.

Próximos passos e audiência agendada

Com a decisão de dar continuidade ao processo, a Justiça de São Paulo já definiu o cronograma das próximas etapas. Uma audiência virtual foi marcada para o dia 10 de novembro de 2026, uma terça-feira, às 9h. Na ocasião, o juízo dará início à fase de instrução, ouvindo as testemunhas arroladas tanto pela acusação quanto pela defesa. Após as oitivas, serão realizados os interrogatórios dos réus e os debates finais entre as partes, etapas essenciais antes de uma eventual sentença definitiva sobre as condutas imputadas ao vice-presidente corinthiano.

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