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Futebol Masculino

Crise financeira: direitos de imagem atrasados chegam a três meses

Clube não quitou parcela vencida nesta terça-feira e acumula dívida de R$ 30 milhões com o elenco masculino.

Jogadores do Corinthians em treino no CT Joaquim Grava.
UOL Esporte

Cenário de incertezas no Parque São Jorge

A situação financeira do Corinthians deu um passo preocupante nesta terça-feira (20). Conforme apuração do UOL Esporte, o clube não realizou o pagamento dos direitos de imagem do elenco masculino, atingindo a marca de três meses de atraso com os atletas. Este é o maior período de inadimplência acumulado pelo clube ao longo da temporada de 2026.

Cada parcela mensal de direitos de imagem é estimada pela diretoria em R$ 10 milhões, o que eleva a dívida acumulada neste setor a R$ 30 milhões. Embora os salários registrados em carteira de trabalho permaneçam em dia — após uma temporada marcada por instabilidades e pagamentos pontuais com atrasos em meses anteriores —, a recorrência nos atrasos das imagens coloca o clube em um cenário de nítida instabilidade interna.

Fluxo de caixa e o impacto nos pagamentos

A gestão de Osmar Stábile busca alternativas emergenciais para honrar os compromissos. Recentemente, o clube conseguiu destravar valores retidos ligados à Neo Química Arena junto à Caixa e ao Fundo Arena. Contudo, a liberação da verba não foi suficiente para que o montante chegasse aos cofres a tempo da data limite desta terça-feira.

Tradicionalmente, a diretoria trabalha com uma margem de tolerância de dois dias úteis para quitar as parcelas, prazo que se encerra nesta quinta-feira (22). Caso o pagamento não ocorra até essa nova data, o Corinthians consolidará o terceiro mês consecutivo de descumprimento, mesmo considerando a flexibilidade habitual praticada pelo departamento financeiro.

Déficit acumulado e o alerta no orçamento

O impacto financeiro vai além dos vencimentos do elenco. Entre janeiro e julho de 2026, o Corinthians acumulou um déficit de R$ 278,705 milhões, um número alarmante que ficou 258% superior aos R$ 77,862 milhões projetados no orçamento inicial para o mesmo período.

Além da questão salarial e de imagem, o clube ainda possui pendências relacionadas a premiações de competições como a Libertadores e o Campeonato Brasileiro, agravando o panorama de responsabilidades financeiras que a diretoria precisa equacionar para manter a regularidade do dia a dia da instituição.

Restrições esportivas e o 'transfer ban'

A precariedade financeira reflete-se diretamente na montagem do elenco alvinegro. Desde 21 de maio, o clube enfrenta um rigoroso 'transfer ban' que impede o registro de novos jogadores. Atualmente, existem três punições em vigor que totalizam cerca de R$ 21,5 milhões em dívidas reconhecidas.

Enquanto a cúpula corinthiana tenta resolver essas pendências específicas para voltar a registrar reforços, a prioridade imediata recai sobre a busca por recursos que amenizem a dívida com os atletas atuais, evitando um agravamento ainda maior no ambiente de trabalho do elenco comandado pela comissão técnica.

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