Stabile nega crise interna após tropeço
Em um momento crítico da temporada, com o Corinthians figurando na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, o presidente Osmar Stabile utilizou o espaço pós-jogo para conter especulações sobre o ambiente no Parque São Jorge. O mandatário rechaçou categoricamente a existência de qualquer racha ou problema de relacionamento entre a diretoria e os atletas, enfatizando que mantém diálogos constantes com o grupo e com as lideranças do elenco no CT.
O dirigente também desmentiu rumores de que teria sido impedido pelos jogadores de entrar no vestiário durante os compromissos da equipe. Segundo Stabile, a narrativa de um distanciamento não condiz com a realidade vivida no cotidiano do clube, reiterando que, embora situações de atrito possam ter ocorrido com outros funcionários ou personagens, o canal de comunicação entre a cúpula administrativa e o elenco permanece preservado.
Cronograma para regularização financeira
O cenário financeiro do Corinthians segue sob pressão, com a instituição acumulando um débito que gira em torno de R$ 30 milhões, valor correspondente a três meses de direitos de imagem, além de pendências envolvendo premiações e férias. Stabile reconheceu a gravidade da situação, que foi agravada pela interrupção de receitas provenientes do mercado de apostas esportivas, obrigando a gestão a buscar novas frentes de captação de recursos para honrar os compromissos.
Apesar das dificuldades, a diretoria estipulou um cronograma de pagamento para os próximos dias. De acordo com o presidente, a previsão é de que os valores referentes a direitos de imagem e pagamentos CLT comecem a ser quitados ainda nesta semana ou, no mais tardar, no início da semana seguinte. Stabile, contudo, evitou fazer promessas sobre o 'transfer ban' aplicado pela Fifa, ressaltando que o foco imediato do departamento financeiro está concentrado em resolver as pendências salariais com o atual grupo de jogadores.
Mudanças no comando e saída de Marcelo Paz
Durante a coletiva, o presidente esclareceu os contornos da saída de Marcelo Paz, executivo de futebol que deixou o clube recentemente. Conforme relatado por Stabile, o estopim para a decisão foi o desconforto gerado pelo vazamento de dados pessoais e contatos de familiares do dirigente, que passou a ser alvo de mensagens hostis. O presidente argumentou que, diante do cenário de exposição e incômodo relatado, a continuidade de Paz no cargo tornou-se insustentável.
A movimentação nos bastidores ocorre em um contexto de desespero esportivo. O Timão atravessa um jejum incômodo de dez partidas sem vitória no torneio nacional, o que tornou a situação na tabela de classificação extremamente delicada. A gestão Stabile aposta agora na união entre comissão técnica e jogadores para reverter o quadro, tentando isolar as polêmicas administrativas da execução do plano de jogo planejado pelo técnico Seedorf.
Próximos passos na Neo Química Arena
Sem tempo para lamentações após o revés em São Januário, o foco do Corinthians se volta integralmente para a sequência do Campeonato Brasileiro. A ordem na diretoria é de unidade e trabalho para evitar a queda para a segunda divisão, tratando cada rodada como uma final. A esperança de Stabile é que o pagamento dos valores atrasados e o alinhamento interno sirvam como combustível para o grupo retomar o caminho das vitórias.
O próximo compromisso confirmado do Timão é nesta sexta-feira, às 20h, na Neo Química Arena, contra a equipe do Mirassol. A partida é tratada como um divisor de águas para a equipe de Seedorf, que busca somar pontos fundamentais para iniciar sua reabilitação na tabela e afastar o risco de rebaixamento.


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