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MP-SP recorre contra decisão que arquivou denúncia sobre segurança de Stabile

Promotoria contesta rejeição de ação penal que investiga suposta apropriação indébita de R$ 721 mil em pagamentos à Bear Security pelo Corinthians.

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O MP-SP denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, pelo suposto crime de apropriação indébitaRodrigo Coca / Agência Corinthians

MP-SP recorre de decisão que arquivou denúncia contra Osmar Stabile

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) protocolou um recurso contra a decisão da juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, da 2ª Vara Criminal de São Paulo, que havia rejeitado a denúncia contra o presidente do Corinthians, Osmar Stabile. A medida judicial busca reverter o arquivamento inicial do caso que investiga suposta apropriação indébita envolvendo recursos do clube.

A denúncia, apresentada originalmente em setembro, aponta que o mandatário teria utilizado verbas corinthianas para custear a contratação da empresa Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026. Segundo o órgão ministerial, os pagamentos somaram aproximadamente R$ 721.194,66, sendo destinados, segundo a acusação, à segurança pessoal do dirigente e de seus familiares.

Argumentos da Promotoria e irregularidades apontadas

No recurso assinado pelo promotor Cassio Roberto Conserino, o Ministério Público argumenta que a rejeição inicial da denúncia foi prematura e desconsiderou evidências que justificariam a abertura de uma ação penal. A Promotoria sustenta que o Corinthians já contava com uma empresa de segurança institucional, a Unity, tornando a contratação da Bear Security — uma empresa fundada em 2025 sem a devida autorização da Polícia Federal — um gasto exclusivo para benefício pessoal de Stabile.

O documento do MP cita violações ao artigo 119 do Estatuto do Corinthians, que veda o uso dos cofres sociais para fins alheios ao interesse do clube. Além disso, a acusação menciona depoimentos e manifestações de conselheiros, incluindo o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, que alegou falta de transparência e informação ao órgão sobre a referida contratação.

Defesa e o impacto institucional para o clube

Por sua vez, a defesa do presidente Osmar Stabile argumentou durante o processo que a contratação da Bear Security cumpriu os ritos internos de compliance e foi motivada por riscos reais à segurança do dirigente. O clube defende que a medida foi necessária diante do cenário de instabilidade política vivenciado após o impeachment do antecessor, justificando a proteção extra para o mandatário e sua família.

A importância do caso reside na governança e na lisura administrativa do Corinthians. A existência de pagamentos de alto valor para uma empresa sem autorização da PF, somada ao uso do serviço em compromissos privados, levanta questionamentos sobre a legalidade dos gastos e o respeito às normas estatutárias que regem a gestão do Parque São Jorge.

Próximos passos e desdobramentos judiciais

Com o recurso do Ministério Público, a Justiça de São Paulo deverá reexaminar os elementos apresentados. A decisão será crucial para determinar se a denúncia será finalmente recebida, o que levaria o caso à fase de instrução criminal, ou se a decisão de primeira instância, que não identificou justa causa para a ação penal, será ratificada pelo Judiciário.

O desfecho do processo é aguardado com expectativa por associados e torcedores, dado o impacto das possíveis sanções que o MP-SP solicitou anteriormente, como o afastamento cautelar do presidente e o bloqueio de seus bens no valor do montante questionado. O Corinthians segue sob o holofote de órgãos de fiscalização diante da gravidade das suspeitas.

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