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Corinthians avança em tratativas com a Caixa para quitar dívida da Arena

Clube negocia entrega dos naming rights ao banco estatal para zerar débito de R$ 630 milhões; Conselho de Administração da Caixa analisa proposta.

Vista aérea da Neo Química Arena em dia de jogo do Corinthians
1 de 1 Neo Química Arena preparada para jogo entre Corinthians e Santos — Foto: Vitor Chicarolli

O avanço nas tratativas pela quitação da Arena

A diretoria do Corinthians recebeu sinais promissores da Caixa Econômica Federal sobre o processo de quitação da Neo Química Arena. O débito, que atualmente alcança a marca de R$ 630 milhões, é considerado o principal entrave financeiro do clube e uma prioridade absoluta da gestão do presidente Osmar Stabile. As discussões, que se intensificaram significativamente nas últimas semanas, chegaram à instância máxima de decisão do banco estatal: o Conselho de Administração.

Após o encerramento do primeiro turno das eleições, as tratativas ganharam novo fôlego nesta segunda-feira (5). O clube agora aguarda a formalização por parte da instituição financeira para avançar em um modelo de negócio que pode solucionar um dos maiores gargalos contábeis da história recente do Timão.

Naming rights como pilar da estratégia

O coração da proposta apresentada pelo Corinthians gira em torno da transferência dos direitos de exploração comercial do nome do estádio para a Caixa. A diretoria alvinegra estima que o valor de mercado atual dos naming rights seja de R$ 70 milhões por temporada — um salto expressivo em relação aos R$ 15 milhões anuais corrigidos pela inflação que a Hypera paga desde 2020.

A estratégia vai além da simples cessão do nome. O projeto desenhado pelo clube envolve uma reestruturação da parceria financeira, que incluiria a migração de toda a operação bancária do Timão, como folha de pagamento e gestão de contas, para a Caixa. Além disso, a proposta prevê a criação de ativos específicos, como cartões para o Fiel Torcedor e títulos de capitalização, buscando transformar a dívida em uma relação comercial de longo prazo que resulte na quitação definitiva do estádio.

Suspensão de pagamentos e expectativa por liberação

No plano prático, o impacto da negociação já é sentido nas contas do clube. O Corinthians optou por interromper o pagamento da terceira parcela trimestral de 2026, montante que gira em torno de R$ 28 milhões. Segundo bastidores da diretoria, houve um aval para a suspensão das remessas enquanto as tratativas de transferência dos naming rights estiverem em curso.

Além da pausa nos pagamentos, o clube aguarda a devolução de R$ 27 milhões que atualmente permanecem retidos em uma conta reserva destinada ao débito com o banco. A expectativa é que a Caixa formalize, em breve, tanto a suspensão definitiva das parcelas quanto a liberação desses valores, consolidando o avanço na renegociação que, segundo o presidente Osmar Stabile, é o objetivo central de sua gestão.

Próximos passos confirmados

Com o tema na pauta do Conselho de Administração da Caixa, o próximo passo crucial é a formalização oficial do interesse da instituição em assumir a exploração comercial da Arena em troca da dívida. A diretoria corinthiana mantém o otimismo com o andamento das conversas, tratando o sucesso desta operação como a peça fundamental para o equilíbrio das finanças do clube a médio e longo prazo.

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