Muito além do gramado: o remo corinthiano aos 116 anos
Enquanto o Corinthians celebra seus 116 anos de história, o clube reafirma a importância de uma de suas modalidades mais tradicionais: o remo. Presente na identidade alvinegra desde os primeiros anos de existência, o esporte não apenas sobreviveu ao tempo, mas atravessa um momento de franca expansão, com conquistas internacionais que reforçam o prestígio do clube nas águas.
O remo corinthiano mantém uma estrutura sólida, que abrange desde a formação de base com equipes do Sub-15 ao Sub-23, até o alto rendimento e a categoria Master. O sucesso atual reflete o trabalho de consolidação do departamento, que alia a preservação da memória histórica ao fomento de novos talentos e ao incentivo da prática esportiva por meio da Escola de Remo do Parque São Jorge.
Legado de 1918 e a identidade do escudo
A ligação do Timão com o remo remonta a 1918, quando o clube buscava estruturar suas atividades esportivas na Ponte Grande, com acesso ao Rio Tietê. A virada de chave competitiva ocorreu em 1933, sob a presidência de Alfredo Schürig, com a aquisição de dez barcos do Clube Esperia, selando o compromisso corinthiano com a modalidade.
Essa trajetória é imortalizada na identidade visual do clube. Em 1926, o símbolo criado por Antonio Ferreira de Souza, o Skafanhask, para o Departamento de Remo — composto pela boia, remos cruzados e âncora — foi incorporado ao escudo oficial. Até hoje, esses elementos simbolizam valores de disciplina e superação que definem a própria essência do Corinthians.
Domínio nacional e internacional
O ano de 2026 coroa o excelente momento da modalidade. Após a conquista do título mundial da categoria Master em 2025, o Corinthians brilhou no Campeonato Sul-Americano de Remo Master, realizado recentemente em Assunção, no Paraguai, onde conquistou o título geral, além dos troféus nas categorias masculina e feminina.
O desempenho nas águas também se traduz em presença na Seleção Brasileira. Luan Roth e Gustavo Guilherme conquistaram a medalha de prata no Campeonato Sul-Americano Sub-23, acompanhados pelo bronze de Marina Santos. O próximo desafio já está no horizonte: em setembro, a atleta Yanka Brito defenderá as cores do Brasil nos Jogos Sul-Americanos, entre os dias 15 e 19.
O futuro do remo no Parque São Jorge
Para Dorival, assessor de imprensa da modalidade e atleta da categoria Master, manter o remo ativo é um ato de preservação histórica. Segundo ele, o foco atual está na formação da base para garantir a longevidade do esporte dentro do clube. “Enxergamos o momento atual como de consolidação e crescimento. A base vem formando a próxima geração de atletas, e a Escola de Remo amplia o acesso à modalidade”, afirmou.
Com a base fortalecida e o reconhecimento internacional, o Corinthians reafirma seu caráter multiesportivo. O trabalho contínuo no Parque São Jorge garante que o remo, modalidade olímpica que exige alto grau de trabalho em equipe, continue sendo um pilar fundamental da história alvinegra.


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