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Política

Eleições no Corinthians serão decididas em cédulas de papel

Tribunal Regional Eleitoral nega empréstimo de urnas eletrônicas para o pleito de novembro; votação segue modelo manual.

Urna e cédula de papel representando o processo eleitoral do Corinthians
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Eleições no Corinthians serão feitas por meio de cédulas de papel

O próximo pleito do Corinthians, agendado para o dia 28 de novembro de 2026, contará com um retorno ao modelo de votação manual. A definição foi oficializada pela Presidência do Conselho Deliberativo após o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) negar formalmente o pedido de empréstimo de urnas eletrônicas que seriam utilizadas para a escolha do novo presidente, dos dois vice-presidentes e de 200 conselheiros para o triênio 2027-2029.

A decisão, confirmada nesta quinta-feira (8), reflete a necessidade de adequação às normas nacionais. O indeferimento do pedido, formulado em setembro pelo presidente do Conselho, Romeu Tuma Junior, ao desembargador José Antonio Encinas Manfré, torna o uso das cédulas de papel a única via possível para a realização da votação dentro do cronograma eleitoral do clube.

O motivo do indeferimento pelo TRE-SP

A negativa do Tribunal Regional Eleitoral tem como base o calendário das eleições gerais de 2026. Como os equipamentos eletrônicos são requisitados para a votação nacional — que envolve os cargos de presidente, governador, senador e parlamentares federais e estaduais —, não há disponibilidade das máquinas para cedência a entidades privadas ou agremiações desportivas.

Além da demanda logística, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impõe regras rígidas de segurança. De acordo com o calendário oficial, todas as urnas utilizadas nos dois turnos das eleições nacionais devem ser mantidas sob lacre e invioláveis até o dia 13 de janeiro de 2027. Este prazo visa garantir a preservação integral dos dados para auditorias, garantindo que nenhum equipamento possa ser desviado de sua finalidade principal antes da conclusão do ciclo eleitoral nacional.

Inviabilidade de alternativas tecnológicas

Diante da recusa do órgão eleitoral, o Corinthians chegou a avaliar a possibilidade de contratar uma empresa privada para operacionalizar um sistema de votação eletrônica próprio. Entretanto, a alternativa foi prontamente descartada pelo clube. Segundo os bastidores, a medida mostrou-se impraticável tanto por restrições orçamentárias quanto pelos prazos exíguos para a implementação de um sistema seguro e auditável.

Com o descarte da via eletrônica privada, a alternativa do voto manual consolidou-se como a única opção viável. Vale ressaltar que essa metodologia já estava prevista no Edital de Convocação e no Regimento Eleitoral Interno, o que garante a legitimidade jurídica do processo mesmo com a mudança de formato operacional.

Precedentes históricos no Parque São Jorge

A situação vivenciada em 2026 não é uma novidade na história recente do clube. Em 2020, o Corinthians enfrentou exatamente o mesmo cenário: a coincidência entre a eleição alvinegra e o pleito nacional para prefeitos e vereadores fez com que o TRE-SP negasse o empréstimo das urnas. Naquela ocasião, a votação que elegeu Duilio Monteiro Alves foi realizada integralmente em cédulas de papel.

Em contraste, o pleito de 2023, que culminou na eleição de Augusto Melo, ocorreu sem conflitos de calendário com as eleições nacionais. Naquele momento, o TRE-SP atendeu ao pedido do clube e cedeu 20 unidades de urnas eletrônicas. O cenário atual, portanto, marca um retorno ao procedimento manual que o quadro associativo corinthiano já está habituado a enfrentar em anos de eleições gerais no Brasil.

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