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Bastidores

Entre dívidas e elenco curto: Corinthians admite impacto da crise financeira

Diretoria aponta que transfer bans e falta de verbas para reposição direta impactam o desempenho do Timão na temporada 2026.

Marcelo Paz em entrevista coletiva no CT do Corinthians
1 de 1 Marcelo Paz é o executivo de futebol do Corinthians — Foto: Rodrigo Gazzanel

Crise econômica limita desempenho do Corinthians em 2026

O Corinthians atravessa um momento crítico de sua história recente, onde a instabilidade financeira deixou de ser apenas um problema administrativo para impactar diretamente o desempenho esportivo da equipe. A diretoria alvinegra, por meio do diretor executivo de futebol, Marcelo Paz, confirmou que a necessidade de quitar dívidas de gestões anteriores tem impedido o clube de investir no elenco, deixando o time em situação delicada na tabela do Campeonato Brasileiro.

O cenário é agravado por uma sequência de três 'transfer bans' ativos, que impedem o registro de novos atletas desde 21 de maio. Com uma dívida somada em R$ 21,5 milhões em condenações, o clube não possui previsão para regularizar a situação e, consequentemente, segue impossibilitado de reforçar o plantel diante das carências identificadas ao longo da temporada.

Elenco enxuto e atrasos salariais

A política de austeridade imposta pela gestão para o pagamento de mais de R$ 200 milhões em dívidas neste ano criou um efeito colateral no campo: um elenco curto e sem reposição à altura para momentos de desfalque. O caso do centroavante Yuri Alberto, que sofreu uma lesão importante, exemplifica como a falta de peças de reposição de qualidade prejudicou a pontuação do time na competição nacional.

Além da fragilidade esportiva, o cotidiano do CT Joaquim Grava enfrenta desafios operacionais. O clube registra atualmente o atraso de um mês em direitos de imagem, além de premiações pendentes. Vale lembrar que, em agosto, o elenco também lidou com atrasos de uma semana no pagamento de salários, evidenciando que a reestruturação financeira tem cobrado um preço alto dos profissionais que defendem a camisa corinthiana.

Frustração nas metas e impacto orçamentário

A estratégia de reequilíbrio financeiro sofreu um revés adicional na última janela de transferências. O Corinthians não atingiu a meta de arrecadação prevista de R$ 150 milhões com a venda de jogadores. Segundo a diretoria, o mercado, ciente da fragilidade financeira da instituição, oferece valores abaixo do esperado pelos atletas, impedindo negociações favoráveis ao clube.

O impacto também vem da eliminação nas Copas. Sem as receitas de bilheteria, premiações e direitos de transmissão que seriam geradas pelo avanço na Copa do Brasil e na Libertadores, o planejamento orçamentário sofreu uma ruptura. O clube agora precisa buscar soluções alternativas para cobrir o déficit que não foi suprido pelas classificações esperadas.

A busca por um futuro sustentável

Marcelo Paz defende que o clube está passando por um 'remédio amargo' necessário. A atual diretoria tem optado por evitar contratos longos com salários exorbitantes, uma prática comum no passado que inflou a dívida do Timão. O objetivo central é cessar o aumento do passivo para que, no futuro, o Corinthians possa retomar seu protagonismo como potência financeira, alinhado à força de sua marca e torcida.

Enquanto trabalha para equilibrar as contas, a comissão técnica tenta encontrar soluções com o material humano disponível. O clube mantém o foco no Campeonato Brasileiro, com o próximo desafio marcado para este domingo, às 16h, contra o Fluminense, na Neo Química Arena, em partida válida pela 28ª rodada do torneio.

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